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sábado, novembro 07, 2015

MANIFESTO CLARIFICADOR



Em qualquer país democrático podem existir governos de direita, do centro ou da esquerda, tudo dependendo da escolha dos cidadãos e da vontade dos eleitos, podendo exercer o poder em maioria, em minoria ou com acordos que garantam a viabilidade do seu mandato.

Falo de democracias, porque existem outras realidades, como as ditaduras ou aqueles regimes manhosos em que a Democracia é apenas de fachada, existindo de facto um poder apoiado na força do medo, ou na força do dinheiro.

Em Portugal temos quem não aprecie especialmente a Democracia, quem não admita qualquer mudança, quem não goste de arriscar em situações sob as quais não possui algum controlo.

Qualquer alteração do status quo atrapalha uns quantos senhores que sempre viveram à sombra do Estado, que sempre gravitaram em torno do poder, e que quando são surpreendidos pela mudança, alegam a existência de falta de confiança no país e nos eleitos que formam governos co os quais não se identificam.

A promiscuidade dos negócios e do poder tem sido flagrante, e um governo com o apoio da esquerda, aterroriza certos empresários. Não é a iniciativa provada que está a ser posta em causa, mas sim a sua influência sobre quem exerce o poder, e alguns benefícios que podem estar em causa, e isso nota-se no tal Manifesto dos 100.



sábado, abril 11, 2015

IMPRENSA TENDENCIOSA

Com a visita do primeiro-ministro francês, Manuel Valls, que aconteceu durante esta semana, apareceram diversos títulos jornalísticos, quase todos favoráveis às posições assumidas pelo governo português, dando a sensação que existe sintonia entre as posições políticas e económicas dos dois governos.

Para separar as águas basta dizer que o governo francês assumiu há muito que o défice orçamental da França será superior a 3% do PIB, pelo menos até 2017, o que nem sequer foi mencionado pela nossa imprensa.

A propósito das declarações de Valls, saliente-se o pouco relevo que tiveram as suas declarações de que “França não levou a cabo nenhuma política de austeridade, nem reduziu os salários dos funcionários públicos” ou que “não aceitarei nenhuma medida orçamental que venha quebrar o crescimento”.


O claro alinhamento com o poder, por parte de muita imprensa nacional, não é alheio à detenção das empresas de comunicação social por parte de grandes interesses económicos. A independência jornalística é cada vez mais rara…