Passos Coelho já demonstrou ser
um político capaz de dar o dito por não dito, de mentir sucessivamente para
atingir os seus intentos, e de enganar o povo para ficar no poder, e nada como
a ponta final duma campanha eleitoral para fazer vir à tona essas suas
“qualidades”.
Quando se candidatou nas últimas
eleições legislativas todos se lembram de que afirmou enfaticamente que não
iria cortar os subsídios de Natal e de férias, o que não o impediu de o fazer
logo que foi eleito. O mesmo aconteceu com as pensões, com o aumento de
impostos e de taxas, espremendo todos aqueles que vivem do seu trabalho ou de
pensões resultantes de muitos anos de trabalho.
Já na recta final desta campanha,
ei-lo de volta às promessas vãs, aos pensionistas e funcionários públicos,
dizendo “com humildade” que lhes irá dar prioridade na próxima legislatura.
Espremendo esta sua afirmação e confrontando o 1º ministro com o que se conhece
do seu programa, ficamos com uma mão cheia de nada, porque não se conhece nenhuma
medida programática que seja dirigida a estes dois grupos.
