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domingo, agosto 23, 2015

“IMPOSTO” “QUERIDO” E “ODIADO”



Tive a oportunidade de ler umartigo do Observador em que se diz que “imposto” e “querido” são palavras homónimas, na Dinamarca, e que o ministério dos Impostos, ao contrário do que acontece por cá com o ministério da Finanças, não é odiado mas sim muito respeitado.

No artigo referido tenta-se fazer algum tipo de comparação entre Portugal e a Dinamarca, e mesmo coma “bondade” dum jornal de direita, Portugal sai muito mal na comparação.

É conhecido o baixo grau de incumprimento fiscal na Dinamarca, a alta taxa de tributação que lá vigora, e a independência do Skatteministeriet relativamente ao ministério da Finanças.

O que se perde um pouco nesta leitura, feita por muitos dos que me rodeiam, é que existe um grande grau de confiança no retorno que dá o pagamento dos impostos devido, do facto de muitos dinamarqueses sentirem que o facto de não respeitar os deveres fiscais é um sinal de exclusão, e sobretudo a atitude do fisco deles partir sempre do pressuposto de que qualquer falha do cidadão foi um erro e não uma acção deliberada.

Podia também citar outros factos tão ou mais importantes do que os referidos, como a educação e a cultura baseadas no respeito pela lei, e pelo civismo, bem como a certeza de que os impostos servem para esbater desigualdades, assegurando a todos o acesso a uma vida digna, mesmo na adversidade.

Com esta óptica, os dinamarqueses, consideram que o ministério dos Impostos não serve para castigar o cidadão, mas sim é um grande serviço público de que todos beneficiam. Por cá o fisco é apenas uma repartição governamental que serve para zurzir nos cidadãos cumpridores, que pagam cada vez mais porque alguns, impunemente, teimam em não cumprir os seus deveres fiscais.



terça-feira, junho 18, 2013

MENTIRAS E ÓDIO



Este governo tem centrado grande parte do esforço exigido ao país no ataque aos funcionários públicos, quer realizando cortes nos subsídios de férias e de Natal, quer aumentando as suas contribuições, ou diminuindo salários.

Esgotados os cortes, que eram aliás ilegais como o declarou o Tribunal Constitucional, o governo mostrou a sua frustração, subindo para outro nível o ataque aos funcionários, refinando o conceito de mobilidade, passando a apelidá-lo de requalificação.

Com um crescendo de trapalhadas e de mentiras, vieram anunciar o corte de 30.000 funcionários, dizendo que os queriam requalificar, começando por os mandar para uma requalificação que não justificam por necessidades de serviço, mas que significa desde logo uma diminuição de salário, e que termina da perda de vínculo (dizendo que não é um despedimento), dando lugar a uma indemnização e ao subsídio de desemprego.

Esta teia de mentiras, que nem sequer são discretas, tão óbvios e quantificados são os objectivos, não estava ainda completa, porque no entretanto ainda havia lugar a mais uma tropelia que raia o ódio, que é o episódio do subsídio de férias que deixa de ser pago em Junho como está na lei, fazendo-se uma nova para o pagar apenas em Novembro, sem qualquer razão de peso como já está provado.

Outra coisa que está por provar é que todo este ataque à Função Pública vá gerar uma diminuição de despesas do Estado, porque muitas das funções que agora são desempenhadas pelos funcionários que vão para o desemprego terá de ser entregues a entidades externa, e isso terá custos, e não sequer um estudo que quantifique estes custos, para que se possa ter uma base de trabalho para a dita reestruturação do Estado que Passos Coelho diz pretender fazer.