Nunca tive dúvidas sobre Passos Coelho, e as suas promessas nunca me convenceram já que para mim ele e Sócrates eram demasiado parecidos.
Tanto quanto já se pôde ver, ambos prometeram não aumentar impostos, e foi logo a 1ª coisa que fizeram logo que foram nomeados. Claro que podia ter começado pela JSD onde os dois pontuaram, um mais do que outro, é certo, mas com ambições idênticas, como se veio a verificar.
Tal como ficou bem patente, Sócrates beneficiou o patronato e o capital, pedindo mais esforços a quem trabalha e aos reformados, mas agora Passos Coelho manteve o mesmo registo, se é que não foi ainda mais longe.
Segundo li no DN, Passos Coelho assumiu por inteiro a responsabilidade de isentar todos os rendimentos de capital do novo imposto extraordinário, tendo apenas como base a estabilidade do sector financeiro. A inconstitucionalidade da medida em nada pesou na sua decisão.
Ficam apenas as suas palavras quando disse que o aumento de impostos era um perfeito disparate, antes das eleições, e as palavras do presidente da República que disse que devia existir justiça na repartição dos sacrifícios por todos os cidadãos.
Quem foi mesmo que disse que a política é uma porca?
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Humor no Quintal
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Foto - Rosa

