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quarta-feira, fevereiro 06, 2008

AS IDEIAS FEITAS

Ainda a propósito da famigerada Lei do Tabaco, que veio trazer à tona o fundamentalismo exacerbado de algumas pessoas com responsabilidades governativas, aqui e noutros países por esse mundo fora, acabei de tomar conhecimento do estudo holandês publicado no boletim da Biblioteca Pública da Ciência, que mostra o óbvio: se uma pessoa viver mais anos, torna-se mais dispendiosa para o Estado.
A ideia de que o cidadão que fuma, ou o obeso, é um encargo maior para o sistema do que o cidadão com hábitos saudáveis, afinal é uma mistificação sem qualquer fundamento científico. Não sou suficientemente cínico para vir aqui fazer a apologia dos maus hábitos, quer tabágicos quer alimentares, mas a argumentação usada para combater estes males deve ser a de apelar ao bom senso e a uma vida mais saudável, e nunca enveredar por caminhos ínvios e por mentiras mais do que óbvias.
Já aqui fui criticado por dizer que foram cometidos excessos e que os fumadores quase que foram considerados como marginais, mas nunca me viram defender esse vício nem proclamar benefícios desse hábito, do qual aliás me estou a afastar gradualmente. O que me irrita profundamente é a intolerância e a demagogia em torno do assunto, e sobretudo as intenções de tudo normalizar, desde os comportamentos sociais até aos hábitos alimentares, que uns quantos pretendem regulamentar, invocando sempre motivos de saúde pública e os encargos sociais que dela decorrem. Afinal a mentira não compensa e os responsáveis políticos parece que não aprendem.

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Fotografias
Chain Smoking by Nohbody

Pane in the Ass by unstablefiend

Nothing between the ears. by Koosricardo

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Caricaturas

Dalcio

Marilyn Manson by Ismael Roldan

quarta-feira, janeiro 09, 2008

POLÍTICA DE SAÚDE EM PORTUGAL

Um dos exemplos mais significativos do tipo de políticas de Saúde implementadas por este governo, materializada pelo ministro Correia de Campos é a criação da Lei do Tabaco. Na sua apresentação dizia-se que pretendia defender a saúde dos cidadãos e que previa a ajuda a quem pretendesse deixar o hábito que com a lei se pretendia restringir.
Vai sendo hábito em Portugal dizer-se uma coisa e depois não a cumprir, e falo obviamente das promessas dos políticos. As consultas são naturalmente pagas e mesmo assim escassas, e os medicamentos custam bastante caro, mesmo que comparticipados. O resultado prático é que parece que se quer compensar a perda nos impostos sobre o tabaco, com a comercialização dos medicamentos de desabituação tabágica, comprados sem receita médica e portanto sem comparticipação.
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Eis uma notícia retirada da página electrónica do semanário Sol

Até Novembro
Medicamentos para desabituação de tabaco renderam 6.683,924 euros

Os medicamentos para a desabituação tabágica em Portugal, com base em três substâncias activas, registaram no período de Janeiro a Novembro de 2007 um volume de vendas de 235,245 unidades, correspondendo a 6.683,924 euros
Nos dados fornecidos pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere-se que em 2006 se venderam 277,479 unidades, no valor de 7.314.051 euros.
O organismo referiu que em Portugal existem diversos medicamentos comercializados com indicação para a desabituação tabágica, com as substâncias activas Vareniciclina (presente em três produtos), Bupropiom (um produto) e a Nicotina (34 produtos).
Lusa / SOL

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Fotos

chuvilin

Дмитрий Макаров (C.F.O.)

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Humor Trágico

Damien Glez



Hasan Bleibel

terça-feira, janeiro 08, 2008

CURTINHAS

Correia de Campos e o tabaco – Dei um saltinho ao Portal da Saúde e deparei com uns comentários do ministro Correia de Campos sobre a nova lei do tabaco. Fiquei a saber que o senhor ministro que fecha maternidades, SAP’s e urgências de alguns hospitais, está muito preocupado em “proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco, quer nos locais de trabalho, como nos espaços de lazer”. Fiquei também a saber que as normas constantes da lei são provenientes de directivas comunitárias que têm de ser respeitadas pelo legislador. Compromete-se ainda, Correia de Campos a dar apoio na cessação tabágica. Interessante, politicamente correcto, mas começamos a apreciar as primeiras excepções, vindas exactamente dos locais onde circula o dinheiro e veremos até onde isso nos leva.

A nossa ASAE em versão oriental – Talvez nem todos conheçam o par denominado de Jing Jing e Cha Cha, os novos polícias da Internet na China. Em chinês jing+cha significa precisamente polícia, o que explica os nomes destes dois polícias virtuais, que aparecem em pop up a cada 30 minutos em todos os motores de busca autorizados pelo governo chinês, aconselhando os seus utilizadores a não acederem a sites e matérias que vão contra o “código moral do socialismo”. Curiosamente os Repórteres Sem Fronteiras classificaram esta atitude chinesa como um “sistema de censura que não tem equivalente no mundo e um insulto contra a liberdade na rede”. Venham a Portugal senhores repórteres, venham a Portugal, que levam o que contar….


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Fotografia

Blue light water by *MessiahKhan

Dawn pier by *MessiahKhan

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Humor

Mohammadreza Doustmohammadi/Iran

quinta-feira, janeiro 03, 2008

CURTINHAS

Lei do tabaco – A hipocrisia que acompanha todas as espécies de fundamentalismo tem como resultado as piruetas acrobáticas das autoridades, perante os grandes grupos de interesses apoiados no poder que emana do dinheiro. O episódio do presidente da ASAE acabou por resultar em afirmações contraditórias do responsável da Direcção Geral da Saúde, sobre se a legislação se aplica ou não aos Casinos. Claro que a alternativa era a exoneração de António Nunes e não foi esse o caminho seguido pelo governo. Criou-se e fomentou-se um exército de bufos, armados em justiceiros, que estão prontos a denunciar um qualquer fumador, mas os defensores da s liberdades embriagados com o seu sentido de justiça, nem se dão conta da perversidade que lhe está associada. A seguir denunciem-se os que gostam de pastilha elástica, os que abusam dos doces, os que são da oposição… . Para onde caminhamos?

Um milhão – Isso mesmo, cada português que morre nas estradas dá um prejuízo ao Estado de um milhão de euros. Mentes brilhantes da União Europeia fazem esta avaliação estranha, que certamente não é válida para as companhias de seguros. Eu nunca tinha conseguido avaliar a perda de um familiar vítima de um acidente na estrada, porque a sua perda é irreversível, a família demora anos a recompor-se, quando o consegue, mas afinal até isso já tem um valor atribuído nas leis comunitárias. Diz-se que esse é o valor estimado do investimento do Estado na educação, na saúde e na segurança social, acrescido da perda das contribuições que o morto deixará forçosamente de pagar. Estranhas contas, só possíveis em mentes comandadas pelos números, impessoais e certamente insensíveis.
A calcular pelos aumentos dos salários e das pensões em Portugal, os vivos valem bem menos.

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Fotografia

Максимов Руслан

Christina Rosado

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Humor

Winfried Besslich - Germany

Winfried Besslich - Germany

Winfried Besslich - Germany