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segunda-feira, junho 27, 2011

PONTOS DE VISTA

A CGTP foi recebida pelo ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, e saiu do encontro pouco impressionada com o encontro e apresentou como intenção exigir o aumento do salário mínimo nacional.

No mesmo dia também foi recebida a Confederação do Turismo de Portugal que sublinhou que o desemprego deve ser a principal preocupação nesta altura.

As declarações das duas organizações até parecem ir no mesmo sentido, ou seja, melhores salários e menos desemprego, mas não é exactamente isso que está subjacente das declarações dos responsáveis das duas organizações.

Se a CGTP pretende o aumento do salário mínimo para 500 euros ainda este ano, a CTP não o quer, e atira ao lado dizendo que o problema crucial é o desemprego. Quanto ao desemprego temos a CGTP contra a facilitação dos despedimentos e da diminuição das indemnizações, e a CTP a favor da facilidade nos despedimentos e a favor da diminuição do valor das indemnizações.

Assim à primeira vista temos uma organização patronal que está preocupada (?) com o desemprego, mas que pretende despedir mais facilmente, e com menos encargos, o que era o que já se percebia. Fiquei aliás preocupado com esta “preocupação com o combate ao desemprego" de José Carlos Pinto Coelho, pois fiquei com a impressão que se ele tem essa ideia na cabeça então só poderá ser realizada com a redução dos salários, podendo assim empregar dois trabalhadores pelo valor do salário de um (!).

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Foto - Variações em Branco

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Humor - Fuga de Artista

sexta-feira, maio 13, 2011

AS FACÇÕES DOMINANTES

Se o Estado é a instituição destinada à procura eficiente do bem público, acima do egoísmo dos particulares, sobretudo dos egoísmos mais poderosos, então o Estado, em Portugal, há muitos anos que deixou de existir na plenitude da sua vocação. Foi capturado por uma poderosa facção de interesses, que se apoderaram do PS e do PSD.
Viriato Soromenho Marques

Aconselho vivamente a leitura do artigo de opinião de VSM publicado no DN de 12/5/2011, que subscrevo na sua globalidade. O único reparo que me surgiu na sua leitura, prende-se com o facto de ter preterido “classe(s) dominante(s)” em favor de “facções de interesses” que no fundo acabam por ter a mesma leitura.

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Foto - Escarpa
By Palaciano
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Humor - Mentiroso e Explorador

quinta-feira, março 25, 2010

CURTINHAS

Obrigatório concordar – Apesar da penúria que caracteriza o Ministério da Cultura, a senhora ministra teima na abertura do Museu de Arte Popular e na mudança do Museu de Arqueologia para a Cordoaria. Se em princípio isto parece pacífico, há aspectos que devem ser aclarados antes de qualquer decisão final, e o processo decorreu de modo inverso, pois houve a decisão antes de se ponderar os aspectos práticos. O director do Museu de Arqueologia corre o risco de ser afastado do cargo, por estar a insistir em saber se as condições do edifício da Cordoaria oferecem garantias para a instalação do acervo do museu. Gabriela Canavilhas é que parece que não gosta de quem se atreva a colocar questões às suas decisões, mesmo que fundamentadas.

Os aceleras – São conhecidos diversos casos de viaturas de políticos portugueses terem sido apanhadas em excesso de velocidade. Ministros e mesmo políticos da oposição já deram um mau exemplo, quebrando as leis de trânsito, e os últimos casos envolvem Paulo Portas e António Costa, que terão sido controlados a 160 Km/hora. Confesso que não esperava isto de António Costa, que conforme se lembram patrocinou uma corrida entre um burro e um Ferrari na Calçada de Carriche. Será que eles pagaram multa?




sábado, janeiro 24, 2009

PREOCUPAÇÕES E PATRIMÓNIO

É interessante ver que há quem se preocupe com o Património e que se una em movimentos de defesa do mesmo. Recentemente tomei conhecimento da Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult), que até terá sido recebida por Cavaco Silva.

Não conhecia esta plataforma nem os seus objectivos, pelo que fui dar uma vista de olhos pela informação disponível, e descobri que alguns dos seus impulsionadores até são pessoas do meio ou próximas dele.

As críticas à actuação deste governo, com orçamentos para a Cultura que não estão de acordo com as promessas eleitorais e de governo, e com legislação que sem regras prevê a venda e alienação de monumentos, merecem o nosso apoio. É pena que o descontentamento em Portugal só seja ouvido quando nele estão figuras de proa da nossa sociedade, como se passa agora.

O descontentamento e as críticas à política cultural começaram há muito e especialmente dentro do próprio ministério, mas faltavam as tais figuras para que os holofotes se começassem a virar para estes temas. Vamos esperar que haja espaço para o cidadão comum se pronunciar e dizer de sua justiça o que pensa.



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Pintura
Alinhar ao centroAh, Those Lilies by *RandomSearcher

Still life by Apple-Autopsy

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Humor Presidencial
Dana Summers
John Darkow
Alinhar ao centroPatrick Chappatte

quinta-feira, janeiro 15, 2009

CUIDADOS NA ANÁLISE

Quando uma lei causa polémica e suscita uma grande discussão pública, surge sempre alguém que defenda posições extremas, a favor e contra, muitas vezes expressas com muita convicção mas com pouca sustentabilidade científica e ainda menos razoabilidade.

A Lei do Tabaco, aquela que proíbe que se fume em muitos espaços, foi uma das leis que foi mais discutida, e que apesar da diversidade de pontos de vista, conseguiu ser aplicada sem grandes dificuldades e sem problemas de maior. Será que as pessoas acabaram por concordar com os argumentos a favor da proibição, ou apenas imperou o civismo?

Eu creio que o civismo, neste caso particular, foi a razão do sucesso, porque mesmo os mais inveterados fumadores reconhecem que fumar é prejudicial à saúde e que não é justo impor o fumo aos outros que os rodeiam. Ficam outras questões menos consensuais, como alguns excessos punitivos e pouco didácticos, praticados por autoridades que se diziam zelosas, ou ainda o foco exagerado no fumo do tabaco, e a despreocupação intencional com que se encaram outras formas de poluição semelhantes e até em escala e perigosidade muito superior.

Li ontem com alguma surpresa, porque o assunto tem sido “abafado” desde que se começou a falar e a discutir a Lei do Tabaco, que o “fumo do trânsito tem malefícios semelhantes ao do tabaco”. Não estamos a falar de palpites ou de qualquer defesa do tabagismo, trata-se de factos cientificamente provados, só que estes não “mexem” com a vida de alguns, mas com todos, logo é uma verdade inconveniente.

Agarrando nesta (nova?) polémica, e com os fundamentalistas que inevitavelmente surgirão, contra e a favor, não sei onde encontrarei alguns dos meus amigos que agora defenderam posições extremadas e claramente proibitivas, no caso do tabaco. De que lado da “barricada” se irão acantonar?

Nota: Para que conste, vou no 38º dia sem fumar, aproveitando uma gripe que me terá ajudado (muito) neste caminho.



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Imagens e Ossos
bonex By blu0range

bone chair By sean2mush

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Humor
À mesa com o Poder

Engraçadinhos!...

sábado, outubro 20, 2007

AINDA SOBRE JORNALISMO

Ontem escrevi sobre jornalismo, e não imaginava sequer receber através de correio electrónico, três vezes mais reacções do que na caixa de comentários. As reacções favoráveis e desfavoráveis, mais destas últimas, incidiram essencialmente sobre a interpretação política do texto e das intenções que teriam presidido ao artigo.
Lamento desiludir muitos dos que me dirigiram essas mensagens, mas já afirmei aqui que estou completamente desiludido com os nossos políticos e que não nutro qualquer simpatia pelos partidos existentes, não me eximindo contudo de manifestar a minha opinião livremente sem preocupações de agradar ou desagradar a qualquer deles.
O artigo era exactamente sobre jornalismo, focando apenas um dos aspectos que considero mais negativo na informação nacional, que é precisamente a dificuldade que temos em distinguir a informação simples e a opinião que muitas vezes vem misturada naquilo que passa como informação. Não refiro em nenhum passo interferências do poder político sobre as duas notícias mencionadas, como parece ter sido o entendimento de alguns.
Sobre o tratamento dado à manifestação promovida pela CGTP, pela SIC, que mereceu a quase totalidade das atenções, limitei-me a dizer que foi caricaturada “como uma alegre excursão àquela zona da cidade de Lisboa”, acrescentando que era um “critério discutível”, dessa estação e dos seus responsáveis, entenda-se. Não me referi nunca aos responsáveis pela informação dessa estação, nem aos parentescos que todos conhecem, até porque isso é irrelevante.
Nunca pautei a minha opinião por ataques pessoais a quem quer que seja, batendo-me antes por aquilo que considero ser correcto.
Ao pretender-se ridicularizar, na minha opinião, ou minimizar as razões que presidiram a um protesto desta grandeza, os jornalistas ou editores da SIC, não prestaram um bom serviço informativo.
Poderia falar de outros órgãos de comunicação social, mesmo públicos, mas acho que ficou clara a minha opinião sobre a falta de qualidade e de objectividade informativa de alguns órgão ditos de informação.


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Fotos - Escadas
spiral staircase by enigmaticxxembrace

vertigo by 3chat3noir3

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Humor Francês

Burki

Barrigue

sexta-feira, outubro 19, 2007

JORNALISMO

Os títulos dos jornais e os destaques logo no início dos telejornais, são geralmente feitos para atrair as atenções dos consumidores de informação, para aqueles assuntos em particular. Estamos habituados ao facto e, invariavelmente acabamos por ficar à espera dessa notícia, e por vezes, quando a lemos, ouvimos ou vemos, ficamos com uma sensação de que houve muita parra mas pouca uva.
Ontem noticiou-se a manifestação que ocorreu no Parque das Nações, onde se concentraram 180 mil pessoas, mas a SIC, por exemplo, quase que a caricaturou como uma alegre excursão àquela zona da cidade de Lisboa. Critério discutível.
Também ontem, fui atraído por um título do jornal Público, que dizia textualmente “regime birmanês culpa monges budistas pela repressão das manifestações pacíficas”. Não sei porquê, mas lembrei-me logo de explicações que já ouvi, tão absurdas como estas, feitas por políticos de regimes que se dizem democráticos.
Claro que a jornalista, Fernanda Sousa, se referia a Myanmar embora repita várias vezes a designação de Birmânia.
Nem sempre os destaques assinalam a verdadeira notícia, isenta e desapaixonada, mas já começamos a ficar habituados. Confunde-se muito a notícia com a opinião, e foi precisamente o exercício que aqui fiz, mas não há o cuidado de deixar isso bem claro, o que é naturalmente um mau jornalismo.

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Fotografia
My lost Lenore by Wendelin
Stay focused II by Sortvind

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Humor e Ditadura

Riber Hansson

Frederick Deligne