sexta-feira, outubro 26, 2018
segunda-feira, março 19, 2018
CULTURA E SENSIBILIDADES
terça-feira, abril 25, 2017
terça-feira, janeiro 24, 2017
A AMBIÇÃO E O PODER PODEM CEGAR
quarta-feira, março 16, 2016
ESTA EUROPA INDESEJADA
sábado, abril 25, 2015
DIA DA LIBERDADE
domingo, dezembro 21, 2014
LIBERDADE
sexta-feira, janeiro 13, 2012
A VERDADEIRA LIBERDADE DO HOMEM
Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'

quarta-feira, novembro 02, 2011
CULTURA DE LIBERDADE
O ciberespaço é o último reduto da liberdade em todo o mundo e uma preocupação para muitos Estados. Pode parecer contraditório que Estados ditos democráticos também estejam entre os que desejam controlar a Internet, mas isso é uma realidade.
Ainda há bem pouco tempo a Google, um dos gigantes do ciberespaço, informou que muitos países solicitaram informações sobre tráfego efectuado por cidadãos determinados, e entre eles lá estava Portugal. Na altura até se tentou fazer uma comparação infeliz entre Portugal e os EUA, dizendo que nós pedíamos menos informações.
Os motivos invocados nesta tentativa de controlo do ciberespaço, são sempre idênticas, a segurança e a pirataria, e as penalizações que se anunciam são também semelhantes, e passam pela restrição do acesso à Internet.
O caminho escolhido de controlar o acesso e de exercer a censura, são lesivos dos direitos humanos, e já levaram a esquemas complexos e imaginativos de quem quer mesmo fugir ao controlo governamental, e o controlo incide apenas sobre quem usa a Internet sem pretensões criminosas.
Lamenta-se que em Portugal tenhamos políticos como o secretário de Estado da Cultura interessado em legislar sobre o modo como se usa a Internet em Portugal, um país onde o acesso à Cultura é dificultado pela falta de poder de compra e onde a Internet é pouco utilizada comparativamente com os outros países europeus.

domingo, abril 25, 2010
ABRIL E A LIBERDADE

Abril de sim, Abril de Não
Manuel Alegre
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Liberdade
Sérgio Godinho
Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
ARY DOS SANTOS
Ecce Homo
Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.
Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.
Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,
Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.
José Carlos Ary dos Santos
sábado, agosto 01, 2009
FOI EM 1969


800
quinta-feira, junho 25, 2009
O 4º PODER...
Muitas vezes quando falamos dos poderes existente tendemos a situar a comunicação social (ou pelo menos parte dela) numa margem, e o poder político do outro lado. Nós tendemos a imaginar que os poderes se equilibram, como acontece com a natureza, mas infelizmente a realidade é diversa.
Quando começamos a constatar que a comunicação social deixa de confrontar o poder político e se limita a dar eco de comunicados dos gabinetes ministeriais, deixando de fazer jornalismo de investigação, então algo começa a estar profundamente errado.
Em Portugal a comunicação social já atravessou diversas fases, mais e menos intervenientes ou críticas, mas foi existindo sempre quem fizesse soar a sua voz quando o poder político ía longe demais, ou quando não assumia as suas responsabilidades e compromissos tomados perante os cidadãos. Como estamos hoje?
A minha interrogação pode parecer estranha, mas tenho-me debruçado várias vezes sobre isto, e o caso da TVI, que é bastante actual, não me deixou mais sossegado, pelo contrário.


terça-feira, junho 23, 2009
TOMAR A ÁRVORE PELA FLORESTA
A Liberdade é a maior conquista da Democracia, e é impensável dizer-se que vivemos em Democracia limitando o direito à Liberdade individual e violando a privacidade dos cidadãos. Eu conheço todos os argumentos para limitar a Liberdade, eles são quase todos antigos, mesmo quando falamos das novas tecnologias, como a Internet.
Quando se pretende jogar a cartada mais forte, e que por vezes encontra algum eco perante alguma ingenuidade ou
mesmo ignorância, atira-se com o argumento da segurança, fazendo crer que sem “medidas de excepção”, a segurança dos cidadãos pode ser posta em causa.
O espírito securitário de alguns indivíduos é fértil em imaginação, e a supressão dos procedimentos legais que começam por ser temporários acabam por se tornar prática comum, e os fins que justificaram os meios (mais do que discricionários) acabam por ser demasiado elásticos, adequando-se aos interesses de alguns.
Estou a pensar na Liberdade no ciberespaço, que continua a estar em perigo, e apetece-me comparar esta intenção de alguns iluminados, com a passividade com que os mesmos encaram o segredo bancário, o segredo profissional e outros segredos que tais, sempre que têm algo a esconder. São estes senhores que pretendem limitar a Liberdade no ciberespaço, querendo aceder a dados pessoais e a conteúdos que possam ser trocados por qualquer cidadão, sem prévia autorização de um juiz.
sábado, maio 02, 2009
NUNCA VOTARIA NESTA EUROPA
Os Governos europeus decidiram, quase todos, construir uma Europa a seu gosto sem a devida consulta nas urnas, facto que deveria ter alertado as populações para a possibilidade de estarem a perverter a Democracia.
Na altura, chamaram a um acordo confuso e quase incompreensível, Tratado de Lisboa, por ter sido assinado nesta cidade. O tal tratado, que em pouco difere duma constituição que tinha existido anteriormente, foi inviabilizado pelo referendo efectuado na Irlanda, onde o não, venceu.
Passado este tempo todo, eis que começam a ser conhecidas algumas decisões, que nos pretendem impor através do Parlamento Europeu, que nenhum governo democrático seria capaz de colocar à apreciação popular.
Concretamente é a inviolabilidade das telecomunicações que pode acabar caso o Parlamento Europeu venha a subscrever uma ideia que Sarkozy não conseguiu ver aprovada pela Assembleia Francesa.
A votação desta medida vai acontecer no próximo dia 5 de Maio e todos podem enviar mensagens aos nossos deputados no PE, cujo nome e endereço electrónico pode ser obtido AQUI.
Detalhes AQUI
domingo, abril 26, 2009
LIBERDADE E POESIA
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga, in 'Diário XII'



750
sexta-feira, abril 24, 2009
ABRIL
As mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967

LIBERDADE
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
terça-feira, janeiro 13, 2009
ARY DOS SANTOS
Poeta castrado não!
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Ary dos Santos
sexta-feira, abril 25, 2008
POEMA DE ABRIL

Dão-nos um mapa imaginário
Dão-nos a honra de manequim
Dão-nos um barco e um chapéu
Penteiam-nos os crânios ermos
Dão-nos um bolo que é a história
Temos fantasmas tão educados
Dão-nos a capa do evangelho
Dão-nos um cravo preso à cabeça
Dão-nos um esquife feito de ferro
Dão-nos um nome e um jornal
Dão-nos marujos de papelão
































