terça-feira, outubro 23, 2012
AGORA SEM MÁSCARA
terça-feira, setembro 18, 2012
DEMOCRACIA
“Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de
homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo”domingo, agosto 19, 2012
A DEMOCRACIA NO MUNDO
segunda-feira, dezembro 12, 2011
A PROPORCIONALIDADE
Um dos pilares de qualquer Democracia é a Justiça. A Justiça é responsável por manter os equilíbrios necessários ao desenvolvimento social, garantindo também a igualdade de direitos e a defesa dos mais fracos.
A Democracia em Portugal está a padecer de diversos males, e entre eles está o da falta de eficácia e de proporcionalidade da Justiça.
Presentemente o sentimento dos portugueses é de que há dois tipos de Justiça, a dos pobres e a dos ricos. Na realidade o acesso à Justiça por parte dos que dispõem de fracos meios financeiros é muito limitado, e tem vindo a piorar nestes últimos dois ou três anos.
É um facto também que começam a ser desproporcionais as próprias prioridades que o poder político impõe ao sistema judicial. Veja-se por exemplo a intenção declarada de penhorar viaturas a quem não pague portagens, como se não existissem já previstas penalizações para estas infracções.
No extremo oposto das prioridades está a penalização de quem prejudicou o país e os depositantes nos casos do BPN e do BPP, casos que mexem com milhares de milhões de euros.
Outras perplexidades que nos fazem questionar a nossa Justiça são os contratos reconhecidamente ruinosos para o Estado nas Parcerias Público Privadas, em que não existem responsáveis por incúria nem por dolo.
Quando os cidadãos deixam de acreditar na Justiça, começam também a duvidar que este sistema seja verdadeiramente Democrático.
sábado, dezembro 03, 2011
QUE CONSENSO NACIONAL?
É sabido que nós estamos inseridos numa Europa que nunca foi realmente sufragada pelos portugueses. Fizeram-se acordos e tratados sem nunca ser dada a voz ao povo e apesar de muitos nos terem prometido um referendo, quando chegou a oportunidade houve quem recuasse com desculpas de mau pagador.
Foi-nos prometida uma Europa de oportunidades, uma união entre países solidários, um espaço inclusivo onde todos tínhamos voto na matéria.
À partida fomos forçados a abdicar de posições na agricultura e nas pescas, a troco de fundos que diversos governos desperdiçaram, e alguns usaram para tudo menos para a modernização do tecido produtivo. A moeda única acabou por cegar os órgãos decisores e foi o que se viu com o crédito fácil e barato.
Chegadas as primeiras dificuldades foi fácil constatar a falta de solidariedade, traduzida nas “ajudas” a juros bem compensadores, e no auxílio tardio. Os países mais expostos à divida externa e com um tecido produtivo mais fraco estão praticamente de rastos, e a Alemanha e a França passam a tomar as decisões sempre em reuniões bilaterais.
Agora temos o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a pedir consenso nacional sobre o novo tratado. Dá vontade de perguntar, que tratado? Um tratado que está a ser cozinhado apenas pela senhora Merkel e pelo senhor Sarkozy?
Não sei de que consenso fala Paulo Portas, nem sequer acredito que os portugueses venham a ser consultados sobre isso. Será que o consenso de que fala o ministro continuará a ser a obediência cega às ordens do directório franco-alemão?
Esta Europa não é a Europa dos cidadãos, e que se saiba os portugueses não elegeram nem a senhora Merkel nem o senhor Sarkozy, nem deram legitimidade ao nosso governo para tomarem decisões sobre um novo tratado. A Democracia tem destas coisas, que são os limites da legitimidade dos governos.

sexta-feira, novembro 25, 2011
MERKOZY

segunda-feira, fevereiro 21, 2011
DUROS NA QUEDA
A situação nos países do norte de África começa a deteriorar-se rapidamente e as manifestações alastram-se até Casablanca e Rabat, por enquanto com um cariz pacífico.
A contestação a regimes ditatoriais não parece restringir-se aqui às proximidades da Europa, e começam a estender-se para o Oriente, abalando mesmo a grande China, onde o progresso e o desenvolvimento não evitam que o desejo de Democracia alastre e ganhe contornos que preocupam o poder.
Os próximos tempos podem ser conturbados, mas ainda há esperança para os que amam a Democracia, no entanto todo o cuidado é pouco, porque os ditadores são sempre duros na queda.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
OS DADOS PESSOAIS
O executivo assinou o acordo sem o colocar em discussão pública, nem o apresentar ao escrutínio da Assembleia da República, o que não é um sinal de boas práticas, já que não tem o aval de ninguém.
Os termos do acordo não são conhecidos e ninguém consegue esclarecer se os dados pessoais “fornecidos” aos EUA são apenas sobre indivíduos referenciados por práticas de crimes, ou se pelo contrário são sobre todos os cidadãos portugueses independentemente de terem ou não cadastro criminal.
As afirmações conhecidas sobre os suspeitos de terrorismo são demasiado vagas e não passam de uma cortina de fumo, que não nos deixa esquecer que a União Europeia colocou bastantes reticências às intenções dos EUA, que redundaram nesta negociação estado a estado que com o governo que temos, inábil negociador, é preocupante demais para que haja confiança por parte dos portugueses.
sábado, julho 03, 2010
REVOLTANTE
A semana acaba com o chumbo de novas regras para a actualização das pensões de reforma e de prestações sociais. Pelo que se percebeu, as bancadas não se entenderam e os que auferem as pensões de menor valor ou outras prestações sociais, vão continuar a receber verdadeiras misérias, enquanto os senhores deputados da nação, ou pelo menos a grande maioria deles, já têm garantidas as suas desafogadas reformas.
Nenhum partido sai bem desta situação, e muito menos o governo, que segundo se sabe, em 2009, concedeu em garantias a empresas públicas e privadas mais do que gastou com despesas sociais.
Se o governo e o parlamento não são capazes de garantir aos cidadãos deste país um nível de vida dentro dos padrões da decência, por não saber como distribuir a riqueza gerada, então são incapazes de garantir a Democracia.

quarta-feira, dezembro 02, 2009
UMA ESTRANHA EUROPA
O continente onde nasceu a democracia, há muitos séculos, deixou que um tratado viesse ensombrar esse mesmo conceito de liberdade e democracia de que se arroga defensor.
A legitimidade que os governos alegaram para aprovar o Tratado de Lisboa, sem consultas directas às populações terá sustentáculo formal e de direito, mas nunca conseguirá convencer todos quanto ao seu carácter pouco democrático. Os referendos prometidos e que não se realizaram serão sempre recordados quando as coisas não correrem como é expectável.
Para mim fica o facto de que primeiro quiseram impor uma constituição europeia, e perante as reacções negativas deixaram cair os símbolos federalistas, mas manteve-se o texto na sua essência, e optou-se pela terminologia de tratado.
O poder fica cada vez mais longe das populações, os países mais pequenos deixam de ter o mesmo peso, e a Europa que conhecemos, deixará forçosamente de ter a mesma diversidade que a caracteriza e a tendência de uniformização irá acentuar-se.
terça-feira, julho 21, 2009
VACINAR A JUSTIÇA
Há casos na Justiça em Portugal que têm claramente um cariz político, basta prestar alguma atenção às alturas em que surgem notícias na comunicação social, referente a actos da justiça, como sejam buscas domiciliárias, constituição de arguidos ou outras diligências processuais.
Seja o caso do Freeport, do BPN, dos contentores de Alcântara, ou dos processos referentes a autarcas, basta estarmos perto de eleições e lá começam a aparecer revelações comprometedoras e até novos arguidos.
Para alguns a Justiça está mortalmente doente e faz perigar a Democracia, para outros esta é a prova provada de que a política manipula a Justiça, o que é também uma séria ameaça à Democracia.
Enquanto nos preocupamos com a gripe A e com a pandemia que já se desenha no horizonte próximo, a Justiça apresenta igualmente sintomas de grave enfermidade, e não me parece que nenhum dos partidos concorrentes às eleições para o Parlamento, tenha alguma “vacina” para esta doença nem propostas claras para encontrar um antídoto para esta grave enfermidade que ataca a nossa Justiça.
sábado, maio 02, 2009
NUNCA VOTARIA NESTA EUROPA
Os Governos europeus decidiram, quase todos, construir uma Europa a seu gosto sem a devida consulta nas urnas, facto que deveria ter alertado as populações para a possibilidade de estarem a perverter a Democracia.
Na altura, chamaram a um acordo confuso e quase incompreensível, Tratado de Lisboa, por ter sido assinado nesta cidade. O tal tratado, que em pouco difere duma constituição que tinha existido anteriormente, foi inviabilizado pelo referendo efectuado na Irlanda, onde o não, venceu.
Passado este tempo todo, eis que começam a ser conhecidas algumas decisões, que nos pretendem impor através do Parlamento Europeu, que nenhum governo democrático seria capaz de colocar à apreciação popular.
Concretamente é a inviolabilidade das telecomunicações que pode acabar caso o Parlamento Europeu venha a subscrever uma ideia que Sarkozy não conseguiu ver aprovada pela Assembleia Francesa.
A votação desta medida vai acontecer no próximo dia 5 de Maio e todos podem enviar mensagens aos nossos deputados no PE, cujo nome e endereço electrónico pode ser obtido AQUI.
Detalhes AQUI
sexta-feira, março 20, 2009
OS PROTESTOS
Depois de ter ouvido José Sócrates desvalorizar uma manifestação de 200 mil portugueses, que saíram à rua para mostrar o seu desagrado pelas políticas do Governo, ouvi outras vozes do mesmo partido a dizer que é preciso atenção ao pulsar da sociedade. Falo concretamente de Soares e de Alegre, que sabem bem que há razões para descontentamento e que não é assim tão fácil mobilizar tanta gente.
Claro que José Sócrates falou em manipulação, como se o descontentamento tivesse cor partidária, ou como se estivesse tudo bem e aquelas pessoas todas estivessem ali equivocadas. O protesto organizado é uma forma genuína de exercer os direitos em Democracia, e é assim que deve ser encarado.
Bem podia o senhor 1º ministro ver o que se passa em diversos outros países europeus, na Grécia, na Alemanha ou na França, para perceber que não é só por cá que há manifestações. Talvez também não seja disparate lembrar José Sócrates que em Portugal a repartição da riqueza é a pior da União Europeia, o que significa que as desigualdades são maiores, logo o impacto da crise é mais sentido.
Pode ser que alguns ainda pensem que as manifestações nada resolvem, mas do que podem ter a certeza é de que enquanto elas forem organizadas e ordeiras, tudo bem, mas quando acontecer o protesto fora de controlo, estaremos com um problema muito grande entre mãos.
domingo, março 15, 2009
OS INSTRUMENTOS
Um 1º ministro num país que se proclama Democrático devia medir muito bem as palavras, quando fala em público e sabe que vai ser citado pela imprensa.
Estamos a apenas alguns meses de actos eleitorais, expressão máxima de liberdade
Se o senhor 1º ministro José Sócrates pensa deste modo, então não se deve apresentar a novas eleições, nem deve reclamar uma maioria absoluta, porque se arrisca a que os seus críticos venham depois utilizar a mesma argumentação, em relação às eleições que ele possa ter ganho, ou que venha a ganhar futuramente.
Se o número não é argumento, como raio é que se ganham eleições em democracia? Se o chamam mentiroso será que foi por cumprir integralmente as suas promessas?
Este mandato foi para alguns uma desilusão, para outros a confirmação de que as promessas são uma coisa, e a realidade foi o seu contrário em grande parte das matérias que realmente importam para o cidadão comum.


























