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terça-feira, fevereiro 06, 2018

OS NEGÓCIOS E A CULTURA

Foi hoje inaugurada a exposição «Pessoa Todo arte es una forma de literatura» no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, aqui na vizinha Espanha, com a presença do nosso 1º ministro e do Ministro da Cultura de Portugal.

A exposição de arte portuguesa é um motivo de orgulho e serve para dar mais visibilidade aos artistas portugueses e aos seus autores, o que merece bem o nosso aplauso.

É curioso que amanhã mesmo tenhamos em Portugal, mais concretamente no Convento de Mafra, uma reunião da Cotec, a Cotec Europe Summit 2018, com a presença do Presidente da República Italiana, o Presidente da República Portuguesa e do rei de Espanha, para mencionar apenas as mais altas individualidades que constam do programa .

Vai estar patente uma exposição dedicada às revoluções industriais no Convento de Mafra.

À atenção dos visitantes do Palácio Nacional de Mafra, convém salientar que nada disto se passará na zona do palácio, que estará normalmente aberto ao público como é habitual. 

Negócios e Cultura não coincidem, por cá, como aconteceu em Espanha, o que esteve bem à vista na inauguração da exposição do Museu Reina Sofia.

Pessoa por Almada Negreiros


quarta-feira, janeiro 31, 2018

O SONHO E A UTOPIA



A vida já nos mostrou que a realidade e a utopia são coisas distintas, a primeira é dura e a segunda está no pensamento dos que continuam a acreditar que é sempre possível melhorar.

Eu já sonhei com a hipótese de entrar em museus, palácios ou monumentos e poder aceder a áudio-guias, ou em alternativa, a aplicações informáticas que apoiem a minha visita.

Já existem áudio-guias em alguns locais (poucos), e as aplicações informáticas disponíveis são ainda menos e muito limitadas, seja por falta de rede seja pelos conteúdos.

Em conversa com um alto responsável por um monumento, fiquei a saber que há quem seja contra estas duas soluções, uma vez que os serviços têm profissionais que oferecem essas informações (os serviços educativos) duma forma personalizada e presencial, que é mais eficaz.

Não creio que nem os áudio-guias, nem as aplicações informáticas, possam inviabilizar as visitas guiadas, só que para grupos organizados as visitas guiadas são economicamente viáveis, já para os visitantes individuais o recurso mais lógico, e acessível, é outro.

Leitura aconselhada (Aqui)


Saint-Chapelle 

Quinta da Regaleira

quinta-feira, janeiro 25, 2018

MALEITAS DA CULTURA

Algo anda mal na cultura de um país se os seus artistas, em lugar de se proporem mudar o mundo e revolucionar a vida, se empenham em alcançar protecção e subsídios do governo. 

Mario Vargas Llosa


terça-feira, janeiro 16, 2018

CULTURA - VOLTAR A FALAR DE SEGURANÇA



Os acontecimentos recentes, começando pelo sismo de média intensidade, o incêndio numa associação no centro do país, e a ameaça de derrocada de uma bancada dum campo de futebol, vieram trazer para a actualidade o problema da segurança dos cidadãos em instalações que acolhem público, sejam elas de que tipos forem.


A situação que tenho vindo a denunciar, aqui, prende-se com os museus, palácios, e monumentos, onde a segurança não tem merecido a devida atenção por parte das autoridades.


Existem instalações que não reúnem as condições de segurança previstas na lei, e não falo de todas as exigidas, mas as mais básicas como a sinalização das saídas de emergência, as luzes de emergência e os planos de evacuação, que são um mínimo exigível.


Ainda existem outros aspectos igualmente preocupantes como sejam a formação dos funcionários, a ausência de exercícios ou simulações em conjunto com as autoridades de segurança (Bombeiros, Protecção Civil e outras), e meios de comunicação (rádios ou semelhantes) que permitam uma articulação de esforços em caso de emergência.


Eu sei que falar do assunto incomoda as autoridades da Cultura e os dirigentes dos museus, palácios e monumentos, mas a segurança do público e dos funcionários tem de ser acautelada, e a negligência deve ser denunciada.



domingo, novembro 26, 2017

PERGUNTAS AO MINISTRO DA CULTURA



Não fui um dos 50 cidadãos escolhidos para fazer perguntas aos membros do executivo na Universidade de Aveiro, mas como todos os portugueses tenho questões a colocar, e no meu caso ao senhor ministro da Cultura, e faço-as sem custar nada ao Estado, que parece ter gasto 36.750 euros no recrutamento do painel selecionado.

1ª Pergunta – Quando foi a última vez que os funcionários dos museus foram às consultas de Medicina no Trabalho?

2ª Pergunta – Qual foi a última vez que teve lugar uma acção de formação (obrigatória) dirigida aos assistentes técnicos em trabalho nos museus, palácios e monumentos dependentes do Ministério da Cultura.

3ª Pergunta – Quantos assistentes técnicos e assistentes operacionais a desempenhar funções de vigilância estão em condições para serem beneficiados com o descongelamento de escalões previsto para 2018.

4ª Pergunta – Acha o senhor ministro que a imposição de um horário excepcionado, que inclui sábados, domingos e feriados, é compatível com uma categoria comum da função pública, mas que só se aplica aos funcionários que prestam funções de vigilância, é justa, ou deveria no mínimo ser considerada uma categoria excepcionada em que as exigências fossem compensadas com os direitos correspondentes?

Se calhar não terei resposta nenhuma, mas isso são ossos do ofício…



sábado, novembro 18, 2017

CULTURA E DINHEIRO



A Cultura tem uma relação muito curiosa com o dinheiro, por um lado quem tem mais dinheiro tem mais acesso à dita, por outro lado ela é sempre o parente pobre dos Orçamentos de Estado, porque é onde é menos impopular cortar verbas.

O turismo é a actividade que mais tem crescido e o que mais atrai os estrangeiros a Portugal é o seu povo, a sua Cultura e o seu Património. Creio que não passa pela cabeça de nenhum turista vir a Portugal para ir aos centros comerciais, para visitar as lojas finas (existentes em todos os países), para ver a Autoeuropa, para apreciar a nossa banca, ou para assistir aos trabalhos do nosso Parlamento.

O que o turista quer mesmo é, visitar os nossos monumentos, ver as nossas paisagens naturais, apreciar a nossa gastronomia mais genuína, ser recebido por um povo afável, e fazer tudo isso em segurança.

O país necessita de acompanhar o progresso tecnológico, é evidente, mas ao mesmo tempo tem que proteger a sua Cultura, que é o que nos distingue dos outros povos.



quinta-feira, novembro 16, 2017

PAGAR EM IGREJAS SOB TUTELA DO ESTADO?



Depois de constar que em França o Estado está a ponderar cobrar entradas em Igrejas, Sés e Basílicas para ajudar à sua manutenção, surgiram em Portugal algumas perguntas e muitas opiniões sobre o tema, que obviamente é controverso.

Numa altura em que o turismo está em alta, até pode parecer fácil discutir o assunto, mas as opiniões são diversas e uma decisão seria sempre muito contestável, contudo existem problemas que exigem uma solução a curto ou médio prazo.

A unanimidade existe quanto aos horários de culto, em que todos concordam que a entrada deva ser gratuita, mas depois tudo o resto não é consensual.

O problema coloca-se, evidentemente, em edifícios classificados onde se pratica o culto, mas a que o Estado é chamado ao pagamento de obras de conservação ou de restauro, por incapacidade da Igreja para o fazer.

Em muitos destes locais de culto realizam-se casamentos, baptizados, e outros serviços religiosos para além do culto habitual, e as receitas desses serviços são pagas directamente à Igreja, como se sabe. Noutros locais de culto, situados dentro de monumentos nacionais (Batalha, Jerónimos, Mafra, etc.) passa-se o mesmo, e fora dos horários ocupados por essas cerimónias, existe uma enorme pressão por parte dos visitantes (a maioria estrangeiros) que aproveitam a gratuitidade, como é óbvio, e ainda obrigam os monumentos a ter pessoal escalado para a sua vigilância.

A manutenção de edifícios (monumentais) classificados é muito dispendiosa, e o Estado (todos nós) necessita de (muito) dinheiro para as conservar, e esse dinheiro só pode vir de duas proveniências: (mais) impostos e/ou o pagamento das entradas, não há como escapar a esta inevitabilidade.


"AJUDE NO RESTAURO"