É por demais conhecido o assédio
no trabalho, uma realidade em muitos serviços e muitas empresas, mas que poucos
se atrevem a denunciar, temendo ainda consequências piores.
Hoje lemos uma notícia sobre
trabalhadores impedidos de trabalhar porque recusaram aceitar rescisões
voluntárias, apenas uma das muitas variantes de assédio por parte do patronato,
tendente a obter reacções pouco pensadas que justifiquem processos disciplinares
e possíveis despedimentos daí decorrentes.
Conheço casos de trabalhadores
remetidos a uma secretária sem absolutamente nada para fazer, outros obrigados
a desempenhar funções em nada condizentes com as suas reais capacidades, e
outros que são mandados para lugares que todos os outros recusam desempenhar.
Que dizer de chefias que
constantemente discriminam trabalhadores em favor de outros, descarada e
impunemente?
A intervenção da Autoridade para
as Condições do Trabalho é um dos recursos possíveis para casos desta natureza,
mas estes problemas não se reduzem aos trabalhadores do sector privado, porque
no público a realidade é a mesma, e até talvez mais grave.