terça-feira, janeiro 23, 2018

VIGILANTES DOS MUSEUS E AS CRECHES



Tenho seguido atentamente o caso dos trabalhadores da Autoeuropa e dos novos horários impostos pela administração da empresa, e naturalmente apoio aqueles trabalhadores na sua luta, porque acho que a família é muito importante e importa equilibrar as necessidades da produção e a presença nos momentos de convívio familiar, essenciais ao equilíbrio emocional dos trabalhadores.

É inevitável comparar esta situação com a dos vigilantes dos museus, palácios e monumentos, que foram” brindados” com um horário excepcionado que apenas tem obrigações e nenhum direito que justifique as tais exigências.

Podia falar dos salários num caso e no outro, mas seria sempre comparar tarefas diferentes, o que não quero fazer, mas tenho que comparar o direito que tanto uns como outros devem ter no que respeita a “complemento de horário de creche”, e ao pagamento de trabalho extraordinário aos sábados e domingos.

A Autoeuropa e o Ministério da Cultura impuseram horários aos trabalhadores e enquanto os problemas da empresa privada alertaram a sociedade portuguesa, no caso dos vigilantes dos museus, dependentes do Ministério da Cultura, tudo passou ao lado da opinião pública, apesar de até ser um caso ainda mais desvantajoso para estes trabalhadores.



1 comentário:

Elvira Carvalho disse...

Nãp compete aos vigilantes e a quem os representa, fazer-se notar?
Um abraço