sábado, janeiro 27, 2018

PATRIMÓNIO PRESENTE E FUTURO



Todos os anos assistimos aos anúncios eufóricos do aumento das visitas aos museus, palácios e monumentos portugueses e se os museus apresentam números mais modestos, os palácios sobem a parada e os monumentos arrasam com números muito superiores.

Sabemos que o aumento do número de turistas justifica o aumento do número de visitantes do nosso Património, mas desconhecemos qual o impacto real nas receitas, porque em alguns casos temos a gratuitidades que podem influenciar mais o aumento das entradas do que o aumento das receitas obtidas.

Outra incógnita prende-se com o investimento realizado nestes últimos anos, que podem ou não, estar relacionados com a atractividade dos diversos serviços. Se no caso do Castelo de S. Jorge temos bastante publicidade e o benefício da centralidade, e se nos monumentos de Sintra também temos boa publicidade, investimento elevado em renovação e conservação, no caso do Património dependente do Ministério da Cultura é tudo mais opaco e difícil de aferir, serviço a serviço.

O turismo não aumentará sempre e as crises são sempre imprevisíveis, e em tempos de quebra do turismo serão mais procurados os serviços mais conhecidos, mais bem cuidados e bem apetrechados. 

Em tempos de vacas gordas bem se podia aproveitar o aumento de receitas para investir em conservação, renovação, e modernização, o que não tem sido claro nos serviços sob alçada directa do Estado, apesar das promessas eleitorais dos partidos do governo e da oposição.



1 comentário:

Elvira Carvalho disse...

As promessas deles, são como as nossos sonhos que todos os anos temos uma lista deles para realizar, e nunca acontecem
Um abraço e bom domingo