quarta-feira, dezembro 27, 2017

MUSEUS, GESTÃO E AUTONOMIA

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou há pouco tempo que pretende criar condições para uma maior autonomia dos museus, palácios e monumentos, possivelmente com a criação dum instituto público, o que a acontecer já não será nesta legislatura.

O senhor ministro não tem peso político, nem o atrevimento necessário para enfrentar a ditadura do Ministério das Finanças, convencendo o 1ª ministro da necessidade de dar alguma autonomia aos serviços, usando parte das receitas obtidas, responsabilizando, e motivando assim as direcções para uma gestão mais eficiente e a prazo.

O sistema actual em que a simples compra de lâmpadas ou o arranjo de instalações eléctricas ou canalizações, estão sempre dependentes de autorização prévia da DGPC, ainda que sejam coisas elementares e muitas vezes da máxima urgência.

A falta de margem de manobra, e a ausência total de poder de decisão, quando se trata de despesas, mesmo que correntes como as que descrevi, são absolutamente inexplicáveis e causam um desgaste que conduz à desmoralização de quem trabalha nos museus.


A criação da DGPC foi um erro monstruoso de quem desconhecia que já tinha sido tentada uma solução idêntica, o antigo IPPC, que demonstrou ser uma péssima opção. Esperemos que se discuta internamente uma opção mais ágil, envolvendo os trabalhadores, que na realidade são quem ainda vai conseguindo manter em funcionamento os serviços, apesar de todos os constrangimentos.

CARTOONS

Clássico

Modernista

2 comentários:

Anónimo disse...

Colocar historiadores trabalhar não para número de entradas, mas sim para conseguir receitas e melhorar os serviços? Olhe que alguns não iam gostar...
Joca

Anónimo disse...

Se não se sentem habilitados recusem o lugar, ou em alternativa porque não são secundados por alguém com capacidade de gestão?
Kokuana