quinta-feira, novembro 16, 2017

PAGAR EM IGREJAS SOB TUTELA DO ESTADO?



Depois de constar que em França o Estado está a ponderar cobrar entradas em Igrejas, Sés e Basílicas para ajudar à sua manutenção, surgiram em Portugal algumas perguntas e muitas opiniões sobre o tema, que obviamente é controverso.

Numa altura em que o turismo está em alta, até pode parecer fácil discutir o assunto, mas as opiniões são diversas e uma decisão seria sempre muito contestável, contudo existem problemas que exigem uma solução a curto ou médio prazo.

A unanimidade existe quanto aos horários de culto, em que todos concordam que a entrada deva ser gratuita, mas depois tudo o resto não é consensual.

O problema coloca-se, evidentemente, em edifícios classificados onde se pratica o culto, mas a que o Estado é chamado ao pagamento de obras de conservação ou de restauro, por incapacidade da Igreja para o fazer.

Em muitos destes locais de culto realizam-se casamentos, baptizados, e outros serviços religiosos para além do culto habitual, e as receitas desses serviços são pagas directamente à Igreja, como se sabe. Noutros locais de culto, situados dentro de monumentos nacionais (Batalha, Jerónimos, Mafra, etc.) passa-se o mesmo, e fora dos horários ocupados por essas cerimónias, existe uma enorme pressão por parte dos visitantes (a maioria estrangeiros) que aproveitam a gratuitidade, como é óbvio, e ainda obrigam os monumentos a ter pessoal escalado para a sua vigilância.

A manutenção de edifícios (monumentais) classificados é muito dispendiosa, e o Estado (todos nós) necessita de (muito) dinheiro para as conservar, e esse dinheiro só pode vir de duas proveniências: (mais) impostos e/ou o pagamento das entradas, não há como escapar a esta inevitabilidade.


"AJUDE NO RESTAURO"

1 comentário:

Elvira Carvalho disse...

Gosto de visitar igrejas, e não me importo de pagar. Se pago para ver uma exposição num museu, porque não pagar na igreja?
Um abraço e bom domingo