domingo, setembro 10, 2017

O MINISTRO E A DIALÉTICA



O ministro da Defesa demonstrou ser um especialista em dialética, e dando uma extensa entrevista, conseguiu não esclarecer nada sobre o caso das armas desaparecidas em Tancos.

Foi curioso o modo como aligeirou a carga, falando da gestão operacional, da sua esfera de actuação, da não interferência e no dever de recato e na cortesia, confundindo o mais atento cidadão, que só podia ficar confuso.

A confusão ou desnorte parece ter atingido o próprio ministro, que até afirmou “nem sei se alguém entrou em Tancos. No limite pode não ter havido furto”.

Afinal depois deste tempo todo, das demissões e das reconduções, e da abertura de processos disciplinares, ainda não se sabe se foram roubadas, ou não, munições, armas ou explosivos que deviam estar guardados em Tancos? Se isto não é um atestado de incompetência ao exército e à sua cúpula hierárquica, não sei o que será…



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