domingo, maio 07, 2017

CULTURA GERAL

Através do Expresso fiquei a saber que o ministro Santos Silva eliminou um teste de cultura geral, para a admissão na carreira diplomática, porque 94% das mulheres chumbaram no dito teste no último processo de admissão.

Consta que o referido teste era composto de 90 perguntas, e que era necessário acertar pelo menos 63 para ultrapassar o mínimo exigido para passar o teste. Desconheço qual o teor das perguntas, porque apenas algumas foram referidas no texto do semanário Expresso, mas calculo que não foram exclusivamente viradas para o futebol ou para os desportos motorizados, o que eventualmente poderia dar alguma vantagem para os concorrentes do sexo masculino.

Não havendo evidências do favorecimento dos candidatos do sexo masculino, e considerando que até existem mais licenciados do sexo feminino, não consigo compreender a razão de ter sido eliminado o teste de cultura geral, centrando-se agora a selecção nos testes de português, inglês e francês, sendo que este último nem tem carácter eliminatório.

Os candidatos, e falo de ambos os sexos, apresentam os seus currículos académicos, onde constam as suas habilitações nas referidas línguas, comprovadas por estabelecimentos de ensino credenciados para o efeito, pelo que estas provas são redundantes, já a cultura geral, que é um requisito essencial para a carreira diplomática, não é atestado por nenhuma faculdade, podendo apenas ser aferido por testes como o que foi abolido.


Depois das quotas, que já existem em muitos sectores, será que é necessário dar mais alguma vantagem às candidatas para o ingresso nesta carreira? Isto não é mais discriminatório do que a prova?

Nota: Não quero de modo nenhum desvalorizar os conhecimentos das mulheres, mas também não entendo que elas se conformem com o facto deste ministro as achar menos capazes do que os homens para resolver um qualquer teste de cultura geral.


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