sábado, abril 08, 2017

O ELEFANTE HANNO

Como se sabe o rei D. Manuel I enviou um elefante branco ao Papa Leão X, e a sua entrega foi feita por Tristão da Cunha que encabeçava um cortejo de 140 pessoas, algumas dos territórios por onde andava então Afonso de Albuquerque, e outros animais (leopardos e uma pantera).

A entrada em Roma foi triunfal, e o elefante foi baptizado pelo Papa de Hanno, julga-se que por associação aos elefantes de Aníbal. Diz-se que o elefante terá feito vénias e divertiu os cardeais que terão tido direito a uns borrifos soprados pela tromba do paquiderme.

Segundo a tradição foi construído um edifício para albergar Hanno, que participou em procissões e fazia as delícias do Papa. Cerca de dois anos depois acabou por morrer devido a uma dieta deficiente e às tentativas desastradas de o curar.


O elefante Hanno teve direito a um enterro com cerimónia fúnebre. 


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