sexta-feira, fevereiro 17, 2017

CULTURA, FORMAÇÃO, RECUPERAÇÃO E SEGURANÇA

Um dos grandes motores do turismo nacional é o turismo cultural, onde pontuam os museus, palácios e monumentos, que têm conhecido um enorme aumento de visitantes, quer nacionais quer estrangeiros.

A opinião dos visitantes estrangeiros no que respeita ao nosso Património é bastante favorável, e isso, bem como a melhoria dos números, tem satisfeito o governo e as entidades responsáveis pelos equipamentos culturais.

Quando as coisas parecem correr bem poucos se lembram de discutir as fragilidades do sector, e essas são infelizmente bastantes e bem graves.

Para começar temos o estado de conservação dos equipamentos, e aqui temos muito em que pensar, porque se em alguns o trabalho de restauro e conservação está em curso, em muitos outros tarda e em alguns casos nem sequer estão programadas intervenções desta natureza.

Outra fragilidade prende-se com a falta de formação profissional, que até é obrigatória, sendo que em alguns serviços ela não existe há já diversos anos, especialmente para os trabalhadores que lidam directamente com o público.

Por último, porque não pretendo ser exaustivo, temos os problemas de segurança, que por vezes vão desde a ausência de sinalética, ausência de formação profissional nessa matéria, falta de equipas de intervenção, planos de emergência desactualizados (ou mesmo inexistentes), equipamento desadequado para as emergências, etc.


É absolutamente necessário aumentar a qualidade do serviço que se presta aos visitantes, ter pessoal à altura das exigências devidamente motivado, e garantir a segurança dos visitantes e dos trabalhadores. Será que estou a ser demasiado ambicioso?  


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1 comentário:

Anónimo disse...

Não há dinheiro, meu caro, e a Cultura nunca deixará de ser o parente pobre da governação. Se as coisas correrem mal, a culpa será sempre dos guardas de museu, porque a senhoras da limpeza são funcionárias duma empresa privada.
Joca