quarta-feira, junho 29, 2016

ATÉ JULGUEI QUE ERA UMA PIADA

Quando ontem pela manhã ouvi os títulos dos jornais, e este título, «Governante admite viver em Lisboa mas não desiste do subsídio», julguei que era alguma piada do tipo das do Inimigo Público.

Depois da viagem para Lisboa e da passagem pelo quiosque dos jornais, fui direito à notícia, e lá estava escarrapachado que o Secretário de Estado do Ambiente «não vai prescindir dos 360 euros, que “correspondem ao valor aproximado “ do custo da sua casa do Algarve».

Não era piada, era mesmo o que se passava e as intenções do senhor governante, que se achava com direito a receber essa quantia, só porque tinha despesas com uma casa que comprara antes de aceitar o lugar. Saberá este senhor quantos trabalhadores estão deslocados do local da sua residência por motivos laborais? É que esses não aceitaram voluntariamente um cargo de nomeação política, mas tiveram que aceitar por motivos de sobrevivência.

Ao final do dia lá estava outra notícia, agora actualizada, onde o senhor Carlos Martins afirma deixar de receber o subsídio de alojamento, sem reconhecer que o fazia ilegalmente, mas apenas porque “este injusto caso se alastra e com o objectivo de preservar a minha imagem, o bem-estar dos meus, e a normalidade do funcionamento do Ministério do Ambiente”.


Noutro país com mais consciência política e com políticos com mais sentido de Estado, a demissão tinha sido imediata e um pedido de desculpas encerrava o caso, mas estamos em Portugal…


segunda-feira, junho 27, 2016

VERGONHA

Toda a gente fala contra os funcionários públicos como se eles fossem os culpados do mau desempenho das finanças públicas, mas só porque é fácil e porque alguma imprensa e muitos comentadores o dizem, escondendo a verdade.

O caso da acumulação de ordenados e reformas, muito comum na política e nos altos cargos das empresas públicas e privadas, devia alertar os cidadãos para a verdade, em que que os privilegiados se outorgam o direito de ser excepções.

Um funcionário público na reforma não pode acumular a reforma com o salário de outra actividade sem ter problemas com as finanças, já qualquer pessoa que esteja ou saia da política, pode acumular a sua reforma com diversos cargos remunerados sem qualquer problema com o fisco.

O novo presidente da CGD vai acumular ordenado (bem vitaminado) com a reforma antecipada que pediu da actividade bancária de 27 anos, que no caso é sem cortes, bem ao contrário do que acontece com “os privilegiados” funcionários públicos.


As nossas elites têm “direitos” que se outorgam uns aos outros, que são vedados aos trabalhadores em geral, e isso é válido tanto no público quanto no privado.   

Rosa by Palaciano

segunda-feira, junho 20, 2016

MATERIAL DE COMBATE A INCÊNDIOS - PAÇO REAL DE QUELUZ

Já publiquei fotografias duma bomba de combate a incêndios utilizada no Paço de Sintra, mas este tipo de bombas era usado nos palácios reais, e como tal aqui fica uma foto da bomba que esteve no Palácio de Queluz em princípios do século XIX, muito antes do incêndio que muito danificou esse edifício um século depois.



Como se pode ver na foto ao lado, o Pavilhão Robillon tinha mais um andar do que hoje antes do incêndio que deflagrou no Palácio de Queluz da década de 30 do século XX.









Na foto abaixo temos uma vista do pátio após o terrível incêndio.


sábado, junho 18, 2016

MATERIAL DE COMBATE A INCÊNDIOS – PAÇO REAL DE SINTRA

Não venho falar de meios de combate a incêndios existentes na actualidade, que certamente o Palácio nacional de Sintra terá, modernos e adequados a um edifício com as características particulares que muitos bem conhecem.

O objecto de que vos quero falar hoje é uma pequena “bomba aspirante-premente, braçal, com picota e depósito incorporado, assenta em quatro pequenas rodas”, como está descrita num painel expositivo.


Esta bomba terá sido encomendada pela casa real, serviu no Paço de Sintra, e mostra as armas reais portuguesas como era da praxe. Terá sido construída (em 1802) na fábrica do Inspector-Geral dos Incêndios de Lisboa, Mateus António da Costa, nomeado para o cargo em 1794.


quinta-feira, junho 16, 2016

FALANDO DE CULTURA E PATRIMÓNIO

Diz-se que as conversas são como as cerejas, e são mesmo. Numa tertúlia nocturna em redor duns petiscos e de um bom vinho, as conversas dos “Irredutíveis” foram dar à Cultura e ao Património, área onde todos nós já fizemos a nossa parte.

O primeiro tema foi o aspecto miserável que tem o Palácio da Ajuda, visto da Calçada da Ajuda, que todos criticamos pois os responsáveis pela Cultura têm vindo a anunciar as obras para terminar o edifício, já há muitos anos, mas até agora, nada.

O segundo edifício a ser alvo de discussão foi o novo Museu dos Coches, cuja forma é discutível, mas que não dá o brilho necessário às viaturas, por falta dum projecto museológico que estava prometido para a segunda metade de 2015, e ainda não existe. Claro que se falou também no mau estado do museu antigo, com as janelas em tão mau estado que até dá dó.

O terceiro edifício a entrar na conversa foi o Palácio de Queluz, onde apareceram os andaimes e a notícia de que as fachadas vão ser todas, alvo de recuperação e de pintura em azul, que terá sido a cor anterior ao incêndio de 1934.


A discussão terminou com as inevitáveis comparações entre a gestão privada da Parques de Sintra e a gestão pública do Ministério da Cultura. Onde todos concordaram foi na oportunidade perdida para revitalizar a zona de Belém/Ajuda, por causa de egos e protagonismos, deixando tudo na mesma, demonstrando-se assim que há quem muito critique, mas quando é necessário provar com obras, quase todos ficam nas covas…

 Fotos da reconstrução do Palácio de Queluz depois do incêndio de 1934.



terça-feira, junho 14, 2016

DEMOGRAFIA, UM PROBLEMA

Portugal é um país envelhecido, e estamos em face dum problema demográfico muito grande, que vai afectar o país com a falta de mão-de-obra a curto prazo, e ao colapso da Segurança Social em menos de vinte anos, se não for já combatido.

Existem razões mais do que conhecidas para este problema, começando desde logo pela falta de empregos, pelos empregos precários, pelos baixos salários e pela falta de perspectivas para o futuro.


quarta-feira, junho 08, 2016

FOTOS DE MÁRIO NOVAIS

Esta era a imagem que o regime queria dar deste país ao estrangeiro. O ano era o de 1939 e a Exposição Internacional decorreu em Nova Iorque. As fotos são de Mário Novais, um dos fotógrafos mais importantes dessa época.

Exposição Internacional de Nova Iorque, 1939. Pavilhão de Portugal.


Vitrine monumental, por Maria Keil (maqueta).
Fotógrafo: Estúdio Mário Novais (1933-1983).
Data de produção da fotografia original: 1939.

Exposição Internacional de Nova Iorque, 1939


Rice, patente na Sala do Presente. Pavilhão de Portugal.
Fotógrafo: Estúdio Mário Novais.
Data de produção da fotografia original: 1939.


Exposição Internacional de Nova Iorque, 1939. Pavilhão de Portugal.


Secção da Expansão. África, embaixada de D. Manuel ao Imperador da Abíssinia.
Fotógrafo: Estúdio Mário Novais (1933-1983).
Data de produção da fotografia original: 1939.

 Fotos da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

sábado, junho 04, 2016

quinta-feira, junho 02, 2016

A GUERRA DOS TÁXIS

Durante umas semanas Portugal assistiu à guerra entre os taxistas e a Uber, que envolveu cenas de pancadaria, manifestações, marchas lentas e negociações, mas as coisas continuaram na mesma, pelo menos no que diz respeito ao funcionamento da Uber.

Os taxistas têm as suas razões, porque cumprem requisitos a que os condutores ao serviço da Uber não estão obrigados, mas estes também querem trabalhar, usando uma plataforma que é mais versátil e tem outros requisitos que agradam aos clientes. Os preços andam ela por ela e a qualidade pende para os condutores da Uber.

Estas coisas nasceram lá fora e estão muito longe de terminar, pelo contrário. A BMW e a Volskswagen querem entrar no logo, onde a Toyota já está associada à Uber, e a General Motors também já investiu noutra concorrente.

O mercado automóvel atravessa algumas dificuldades, e esta parece ser uma saída para escoar a produção em excesso, e com aliados destes os concorrentes dos táxis e da Uber podem ganhar boa fatia do mercado, como se percebe.


As autoridades portuguesas, e as europeias, têm que se definir sobre este assunto, porque o recrudescer dos conflitos está quase aí…