segunda-feira, outubro 31, 2016

PALÁCIO DE MAFRA. O ABANDONADO

Numa altura em que o turismo está numa fase de crescimento é lamentável que na Cultura não se esteja atento às potencialidades dum monumento que poderia ter mais protagonismo na captação de públicos, como acontece com o Palácio Nacional de Mafra.

Existem boas notícias com o restauro da Sala de Audiências, resultado do mecenato da Fundação Millenium BCP no valor de 50 mil euros, que vão resultar na recuperação das pinturas murais desta sala.

As más notícias são mais, infelizmente, porque o restauro dos carrilhões ainda não tem datas para acontecer, as visitas aos terraços também não constam das opções de visitas, as visitas que já existiram à Cozinha do Convento, à Sala do Capítulo e a outras zonas que estiveram ao alcance dos visitantes continuam a não existir, apesar da procura.

Também é estranho que o Museu de Escultura Comparada, inaugurado na década de 60 do século passado, mas permanentemente fechado ao público, continue sem poder ser uma opção dos visitantes.

Este monumento sofre bastante pela partilha de diferentes inquilinos, Câmara Municipal de Mafra, Escola de Armas e Direcção Geral do Património Cultural, e outras que eu nem sei se podem condicionar um melhor funcionamento.


Desde a direcção de Ayres de Carvalho, o Palácio de Mafra tem sido difícil de gerir pela distância que sempre teve dos centros de decisão, primeiro os Monumentos Nacionais e depois o Ministério da Cultura ou os seus substitutos. Pode ser que agora quando comemoram os 300 anos do lançamento da 1ª pedra deste monumento, as coisas comecem a mudar.



6 comentários:

Anónimo disse...

Há sempre o grande problema:o dinheiro.
Joca

USEMA disse...

Não faz parte do município de Sintra, a notícia está incorreta.

José Lopes disse...

Onde se lia C. M. de Sintra devia ler-se C. M. de Mafra. O lapso foi corrigido e só me resta mesmo agradecer o reparo, que veio ajudar a repor a verdade.

Obrigado e Cumprimentos

Elvira Carvalho disse...

O dinheiro é entrave para muita coisa coisa. Mas às vezes a não vontade de quem governa ainda é entrave maior.
Um abraço e bom feriado

Anónimo disse...

Artigo incorrecto e tendencioso, quem o escreveu não faz a mínima ideia do que escreve ou quais as valências do Palácio, nem faz a mínima ideia de quem gere os espaços mencionados, informe-se antes de dizer parvoices

José Lopes disse...

O "anónimo teve a sua oportunidade de corrigir, esclarecendo "as valências do Palácio" e as entidades gestoras do mesmo, e não o fez, o que é uma pena porque teria sido um comentário construtivo...
Cumps