quarta-feira, outubro 12, 2016

OS TAXIS E A “UBERIZAÇÃO” DA ECONOMIA

Os taxistas compraram uma guerra que não podem ganhar, não só porque não conseguiram convencer a opinião pública, mas também porque se comportaram muito mal durante o protesto.

A UBER, que é a entidade mais contestada, não passa de uma plataforma tecnológica que proporciona serviços alternativos de transporte de passageiros, mas os verdadeiros prestadores de serviços são os condutores que fazem os transportes, e será que o Estado consegue fiscalizar todos os pagamentos efectuados na plataforma em Portugal? E saberá quanto recebeu cada prestador de serviços?

Estas plataformas subsistem porque há uma grande taxa de desemprego, e porque o mercado de trabalho em Portugal está desregulado, tornando-se fácil o recrutamento e difícil o controlo das receitas geradas pelo negócio.

Os diversos sectores dos serviços estão vulneráveis a plataformas informáticas que proporcionem entregas ao domicílio ou pequenos serviços de apoio ou reparações, que até já existem em pequena escala e proporcionados por grandes empresas fornecedoras de bens ou pequenas empresas de serviços.

Se o desemprego proporciona o surgimento da “uberização” da economia, e a desregulação do trabalho resulta na exploração do factor trabalho e na perda de receitas pela dificuldade em em fiscalizar todos os intervenientes neste tipo de negócios.


Não se trata portanto da inevitabilidade do progresso e da modernidade, mas sim da incompetência dos políticos… 


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