sexta-feira, julho 29, 2016

OS FALHANÇOS DOS ESPECIALISTAS

Regra geral ouvimos e lemos o que dizem os especialistas, que estão ligados a Universidades e a instituições financeiras e políticas, nacionais e estrangeiras, que nos apresentam retratos da realidade económica e das projecções para os anos que se seguem, e tanto os média como os governos, baseiam-se nos seus pareceres e conselhos para construírem os orçamentos com que temos que viver.

Os falhanços dos especialistas são uma constante, como se pôde constatar com a crise de 2008, que ninguém conseguiu prever, ou com as projecções erradas do FMI, que prejudicaram mais do que deviam, as economias dos países em maiores dificuldades. Em Portugal enquanto a generalidade dos portugueses sofria com os cortes dos rendimentos do trabalho e com o aumento da carga fiscal, os mais ricos ficaram ainda mais ricos.

Onde estavam os especialistas quando era, mais do que nunca, necessário proteger os mais fracos, redistribuindo a pouca riqueza que era produzida? Todos sabemos que apoiaram as políticas restritivas, foram até críticos da devolução dos cortes sofridos, e diabolizaram todos os que queriam um alívio da austeridade.


Como acreditar nos especialistas se estes raramente acertam? A descrença cria espaço para populismos? Talvez, mas porque é que os especialistas nunca admitem o erro nas previsões?


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