domingo, janeiro 25, 2015

NEM UM PEDIDO DE DESCULPAS...



Quem está em lugares de decisão, espera-se que as pessoas decidam, As decisões podem ser boas, más ou nem boas nem más, e isso mede-se na análise dos resultados.

Em Portugal e em situação de austeridade imposta pela troika e apoiada pelo governo em funções, temos um ministro da Saúde que não se inibiu de encerrar serviços, cortar no orçamento e diminuir despesas.

Como sempre acontece em qualquer situação, as medidas executadas tiveram consequências, e neste caso foi evidente que os hospitais perderam capacidade para enfrentar situações críticas, bem evidentes nos aumentos do tempo de espera nas urgências, nas consultas de especialidade e nas intervenções cirúrgicas e nos exames complementares de diagnóstico.

O lado mais visível destes cortes na saúde, foram os originados pela demora nas urgências hospitalares, que podem ter resultado, sozinhas ou em acumulação com outras carências, na morte de utentes.

Um ministro com alguma sensibilidade e responsabilidade política nunca proferiria uma frase como a que Paulo Macedo proferiu sobre o facto de terem morrido 700 pessoas nas urgências no mês de janeiro, em que disse “nada tem de assustador”. Mesmo salvaguardando o facto de ainda não ter terminado o mês de Janeiro, e de que não podemos ainda apontar que o atraso na prestação de cuidados seja a causa directa de algumas destas mortes, a frase é brutal.

Quem decide pode falhar, há sempre esse risco, mas esta falta de sensibilidade por parte de quem não quer admitir o erro, que é evidente para a generalidade dos portugueses, e que devia antes ter equacionado essa hipótese, ou mesmo ter pedido desculpas, mostra que a saúde não pode estar entregue a uma pessoa com este tipo de abordagem a situações desta natureza.  



2 comentários:

Anónimo disse...

O que é que se pode esperar dum mero contabilista?
bjos da Sílvia

Maria disse...

O senhor ministro se estiver doente tem dinheiro para pagar no privado...