quinta-feira, janeiro 29, 2015

MEMÓRIA DESTA CRISE ECONÓMICA



Se bem se recordam a Islândia terá sido o primeiro país a entrar em crise financeira, com bancos na falência e os credores a exigirem o pagamento integral da dívida a juros da ordem dos 5,5% ao ano.

Os islandeses recusaram-se a pagar de imediato as dívidas aos credores, causadas por políticos incompetentes e banqueiros gananciosos e irresponsáveis. Uns e outros foram julgados ou debandaram para outras latitudes, em resultado da vontade popular manifestada num plebiscito com um resultado de 93% de votantes contra o pagamento da dívida, contra o socorro aos bancos e a favor da sua nacionalização.

Hoje a Islândia está recuperada, com uma taxa de desemprego a rondar os 5%, com 97% da população com rendimentos de classe média, e é um dos países com melhores índices de felicidade, agradecidos por não terem ingressado na comunidade europeia.

O que dizer dos países que por pertencerem à comunidade europeia aceitaram as condições dos planos de resgate da troika, aplicaram as medidas de austeridade brutais que diziam ser a cura para os seus problemas económicos?

Tanto quanto se sabe aumentaram enormemente o desemprego, aumentaram a dívida pública e privada e diminuíram drasticamente o PIB per capita durante os programas de resgate.

Será que os islandeses estavam errados quando tomaram as suas decisões? Será que os gregos estão agora errados? Será que os portugueses concordam com a obediência cega a uma Alemanha que nos retirou toda a esperança num futuro melhor?



2 comentários:

O Puma disse...

Não façam da Grécia

um fósforo na palha

Pata Negra disse...

Os portugueses concordam?! Os portugueses estão a ressonar! Bebem demais da informação alcoólica que lhes dão!...
Um abraço e vivam os gregos