quarta-feira, dezembro 17, 2014

A TAP E A PRIVATIZAÇÃO



Os nossos governantes não conseguem perceber o que é a liberdade de pensamento, nem tão pouco respeitam os direitos constitucionais, nomeadamente o direito à greve.

As reacções por parte dos partidos da coligação têm sido caricatas, desde logo por parte do CDS que afirma que a greve da TAP é política, como se a decisão contra a qual lutam os trabalhadores, não fosse ela mesma uma decisão política.

O 1º ministro já não foi pelo mesmo caminho, mas veio a público dizer que “não é nenhuma greve na TAP que irá colocar em causa” a privatização. Curioso que venha agora com este argumento e não com o da impossibilidade, devido às normas comunitárias, de injectar capital na empresa.

Já agora convém recordar que a requisição civil para o pessoal da TAP é de natureza duvidosa se baseada no direito à livre circulação das pessoas, porque existem muitas companhias concorrentes no mercado dos transportes aéreos, mas já começamos a ficar habituados ao argumento do “interesse público”, que o governo se dispensa de explicar.

No caso extremo da requisição civil, o Passos privatizador invoca o direito de colocar os trabalhadores da TAP sob a tutela disciplinar do Estado, o que não deixa de ser uma idiossincrasia.


1 comentário:

São disse...

Para Passos tal como para o reformado mumificado que está em Belém , Democracia é algo que se esgota nas eleições e em que é dada carta branca a quem as vencer para instaurar uma ditadura de quatro anos !!

Bom serão