quinta-feira, agosto 21, 2014

ALDRABICE



Sei que o termo pode parecer forte, mas quando alguém profere frases que não correspondem à verdade, não merece nenhuma outra classificação.

Podia referir-me à declaração de Jorge Barreto Xavier, segundo o qual a lei da cópia privada que permite taxar dispositivos que possam gravar obras protegidas por direitos de autor, para além do uso privado, “não é bem entendida pela generalidade das pessoas”. Ele engana-se, porque todos entendemos que é uma forma de fazer pagar duas vezes por uma qualquer obra obtida legalmente, para a reproduzir, nada de complexo.

Ainda mais longe da verdade é a afirmação de Marques Guedes, que quando confrontado com o que se passa em Espanha, onde a cópia privada é remunerada via verbas do Orçamento de Estado, disse que em Espanha “são todos os contribuintes que contribuem. É uma caso singular. E que em Portugal se opta pelo utilizador pagador.” Não é verdade, porque paga quem infringe a lei e quem não infringe, a partir do momento que comprem determinados dispositivos, o que é um tratamento injusto e deriva de um conceito completamente errado, de que quem compra um telemóvel ou um tablet, por exemplo, é um potencial pirata.

É demasiado grave ouvir um governante a faltar à verdade, para justificar medidas injustas e até contra o princípio básico da Justiça, segundo o qual todo o cidadão é inocente até prova em contrário.


Humor britânico

2 comentários:

Anónimo disse...

ALDRABÕES, LADRÕES E TRAIDORES...
Lol

AnarKa

Maria disse...


É espantoso! Que mais irão eles inventar?