domingo, junho 29, 2014

O MERCADO DE TRABALHO

Um dos títulos de imprensa que surgiu neste fim-de-semana foi este: há quase 17 mil empregos vagos, a maioria de baixa qualidade.

Não é surpresa nenhuma para quem está atento a estas coisas, que bem podia acrescentar que mesmo para esses empregos, cujos salários se situam entre os 485 e os 600 euros, se pedem muitas vezes habilitações superiores e conhecimentos de línguas ou de informática, e experiência profissional.

O que é curioso é que no final da mesma notícia, se revela que a troika (e o governo), se ficaram pela solução de que se deve “proteger o emprego, não o posto de trabalho”, continuando com a acusação de que os trabalhadores mais antigos são quase inamovíveis, com o prejuízo dos mais jovens e precários.

Governo, troika e patronato pretendem ter mão-de-obra barata à disposição, não só para o mercado nacional mas sobretudo para exportação, porque a maioria dos países europeus atravessa também uma crise de natalidade e de falta de profissionais qualificados.


A pergunta que fica é esta: o que será de Portugal se estas políticas continuarem por mais tempo?

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Humor ao Domingo
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5 comentários:

Anónimo disse...

Os velhos são para abater, os novos para exportar, o que resta ao país? A merda dos políticos?
Lol

AnarKa

Gilberto Fernandes Teixeira Teixeira disse...

Por cá o fundo de reserva de mão de obra em alguns setores torna o trabalho quase uma escravidão. Já os políticos fazem seus próprios salários... E viva a roubalheira!

Elvira Carvalho disse...

Pois amigo eu não lhe sei responder, mas decerto que não será nada de bom.
Um abraço

São disse...

Portugal será? Penso que não será, pois , com estas políticas de ataque aos mais velhos, desmantelamento do SNS e tudo quanto é público, exportação dos mais novos ,empobrecimento do país nenhuma protecção à família e muito baixa natalidade devemos chegar à extinção...ou ficarmos muito próximos disso.

E quem restar passará à condição de escravatura.

Boa semana lhe desejo

Zé Marreta disse...

O que será de mim, pobre marreta?

Saudações!