quarta-feira, abril 09, 2014

SATISFAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Quando se fala em “começar a discutir” o aumento do salário mínimo nacional, num país onde as horas de trabalho aumentam, os salários baixam, os despedimentos são facilitados e os direitos são diminuídos, muitos se perguntam sobre as reais intenções de patrões e do governo.

O pretexto com que chegou a este estado de coisas, onde quem trabalha está a ser obrigado a pagar por erros de outrem, tem sido a crise e a falta de produtividade.

É óbvio que a crise só se resolve com mais trabalho, e não com mais desemprego como tem acontecido, mas não existe qualquer evidência de que o aumento de horas de trabalho ou a diminuição de salários e de direitos, resulte em mais produtividade.

Por mera curiosidade, diga-se, uma cidade sueca decidiu reduzir à experiência o horário de trabalho de sete para seis horas diárias. Também, e para que conste, houve uma conclusão da directora da Social Policy at the  New Economics Foundation que diz tudo: “menos horas de trabalho criam uma força de trabalho mais comprometida e estável”.

Para o vice-presidente da câmara da dita cidade sueca ficam duas afirmações bastante elucidativas: “poupar dinheiro, tornando os seu trabalhadores mais produtivos durante as horas de trabalho” e a esperança de que “os trabalhadores faltem menos ao trabalho e se sintam melhor – tanto mental, como fisicamente – após dias de trabalho mais curtos”.


Porque será que a produtividade em Portugal é menor que na Suécia? A resposta é tão evidente que nem me preocupo em a plasmar aqui…


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