segunda-feira, fevereiro 17, 2014

A IMAGEM DO PAÍS

Portugal é um país onde os índices de bem-estar têm sofrido uma descida continuada nos últimos anos em resultado das políticas implementadas, que tiveram maior incidência nos cortes dos rendimentos do trabalho, nos cortes nas regalias sociais, nos cortes nas pensões de reforma e no aumento de impostos que atingiram quase todos, mesmo os mais desprotegidos.

Quando ouvimos o primeiro-ministro falar de entendimentos cívicos para dar uma melhor imagem do país no exterior, pensamos logo que só pode estar a gozar a malta. Passos Coelho nunca cultivou uma postura de diálogo nem verdadeiramente procurou consensos com todos os parceiros sociais, como é público.

O primeiro-ministro faz bem em preocupar-se com a imagem do país, mas está redondamente enganado quanto ao que tem falhado nesta matéria. Os nossos emigrantes são respeitados e desejados em todo o mundo, e os turistas que nos visitam saem do país com uma boa imagem geral quer do país, quer do modo como os portugueses os recebem.


A má imagem do país resulta do modo desastroso como os políticos o têm gerido, mais preocupados com a manutenção do poder, com a preocupação de garantir o próprio futuro satisfazendo interesses que mais tarde lhes garantam futuros promissores e bem remunerados. A impunidade de que os maus governantes têm gozado não contribui para a credibilização da política e adensa as suspeitas de que nada mudará enquanto não existir a responsabilização de quem não coloca o interesse público à frente dos próprios interesses e de interesses particulares.  

2 comentários:

Anónimo disse...

A imagem dum coelho sarnento prejudica o país.
Lol

AnarKa

maceta disse...

canalhas desprovidos de sensibilidade e de respeito pelos cidadãos...