sábado, dezembro 28, 2013

A FÚRIA PRIVATIZADORA

No espaço de apenas dois dias fui brindado com a falta de energia eléctrica e falta de água. Os dois reveses aconteceram coma diferença de 48 horas e um durou mais de 7 horas, e outro mais de 16, o que diz bem da qualidade destes serviços.

Dois fornecedores diferentes, um privado há algum tempo e outro em vias de privatização, mostraram bem o que se pode esperar no futuro próximo.

No que diz respeito à energia eléctrica, apesar de viver numa zona turística, das mais badaladas internacionalmente, a distribuição ainda é feita com cabos pendurados em postes, alguns ainda de madeira, e entre os edifícios é ver um emaranhado de cabos eléctricos, de telefones e ainda a fibra óptica, tão recente mas também projectada via aérea.

Falando da água, ainda na esfera pública mas por pouco tempo a acreditar no que dizem os eleitos camarários, as condutas são de tempos muito recuados, com mais remendos do que tubo de origem, como demonstram os inúmeros remendos na estrada, apesar do tapete asfáltico não ter mais do que dois anos.

A entidade pública não investe porque pretende que os cidadãos se revoltem, a privada também não investe porque assim lucraria menos, apesar de estar protegida pelo regulador que não hesita em aumentar os preços, apesar da situação do país.

O atendimento telefónico é elucidativo, pois nunca sabem dar uma previsão de reposição do serviço, chegando mesmo num caso em dar o mail da entidade que tratará de eventuais prejuízos.


Onde ficam os interesses dos consumidores destes produtos que nos são essênciais? Afinal quem ganha com a fúria privatizadora, os consumidores ou os fornecedores? Qual é o interesse que prevalece quando se decidem as privatizações?  


3 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Não sabe? Ganham todos menos o Zé Pagante.
Um abraço e oxalá 2014 traga a realização de todos os seus sonhos.
Feliz Ano Novo

São disse...

Começa por estar equivocado: a água, segundo o presidente da Nestlé, não é um direito humano!!

Consequentemente, ou paga ou morre de sede...

Aliás, a morte de cinco pessoas por fome num campo de refugiados cercado mereceu tão só uma mera nota de rodapé numa estação televisiva!

A quem favorece a privatização? A quem detém o Poder real e aos seus serventuários , a ninguém mais...e só não se privatizam a si , porque já se venderam!

Bom 2014

Anónimo disse...

Eu ia comentar mas ficou tudo dito nos comentários anteriores...
Bjos da Sílvia