quarta-feira, novembro 27, 2013

SEM TENTO NA LÍNGUA



A arrogância deste governo tem-se traduzido em declarações infelizes, que em vez de resolverem problemas, os agravam criando novos.

Quando a manifestação de polícias ultrapassou as barreiras e subiu as escadas fronteiras ao Parlamento, o ministro da respectiva pasta pediu a cabeça do responsável das polícias e desdobrou-se em declarações escusadas, dizendo que nunca mais aconteceria e que a acção já era do passado. Não satisfeitos, ainda veio alguém dizer que o caso estava em investigação e que poderiam haver sanções.

Uma manifestação civilizada, que recorreu a uma acção espectacular para chamar verdadeiramente a atenção do governo, foi condenada pelo executivo que falou em respeito pela lei, que o próprio não quer cumprir acenando sempre com a emergência nacional.

Agora foi Paulo Portas que perante a invasão pacífica da entrada de quatro ministérios, feita por sindicalistas, veio dizer que “uns dedicam-se às exportações e outros a manifestarem-se”. Já pela manhã se tinha sabido que a segurança dos ministérios ia ser reforçada com mais 20 polícias em cada ministério.

O governo não percebe, ou não quer perceber, que as pessoas se manifestam porque têm razões para isso, e em vez de procurar resolver os problemas dos cidadãos, aposta em continuar o mesmo caminho aumentando a sua própria segurança. Enquanto persistir no erro  só pode esperar acções cada vez mais espectaculares, podendo assim a situação sair do controlo, quer dos organizadores das manifestações, quer das forças de segurança. E isso será da única responsabilidade do governo.


Um filme de culto

2 comentários:

São disse...

A única consequência positiva é a de que ainda acabam por contratar mais seguranças e assim lá umas poucas pessoas conseguem trabalho


Palermas!!

Tudo de bom

Anónimo disse...

Quem tem c... tem medo
Bjos da Sílvia