terça-feira, junho 18, 2013

MENTIRAS E ÓDIO



Este governo tem centrado grande parte do esforço exigido ao país no ataque aos funcionários públicos, quer realizando cortes nos subsídios de férias e de Natal, quer aumentando as suas contribuições, ou diminuindo salários.

Esgotados os cortes, que eram aliás ilegais como o declarou o Tribunal Constitucional, o governo mostrou a sua frustração, subindo para outro nível o ataque aos funcionários, refinando o conceito de mobilidade, passando a apelidá-lo de requalificação.

Com um crescendo de trapalhadas e de mentiras, vieram anunciar o corte de 30.000 funcionários, dizendo que os queriam requalificar, começando por os mandar para uma requalificação que não justificam por necessidades de serviço, mas que significa desde logo uma diminuição de salário, e que termina da perda de vínculo (dizendo que não é um despedimento), dando lugar a uma indemnização e ao subsídio de desemprego.

Esta teia de mentiras, que nem sequer são discretas, tão óbvios e quantificados são os objectivos, não estava ainda completa, porque no entretanto ainda havia lugar a mais uma tropelia que raia o ódio, que é o episódio do subsídio de férias que deixa de ser pago em Junho como está na lei, fazendo-se uma nova para o pagar apenas em Novembro, sem qualquer razão de peso como já está provado.

Outra coisa que está por provar é que todo este ataque à Função Pública vá gerar uma diminuição de despesas do Estado, porque muitas das funções que agora são desempenhadas pelos funcionários que vão para o desemprego terá de ser entregues a entidades externa, e isso terá custos, e não sequer um estudo que quantifique estes custos, para que se possa ter uma base de trabalho para a dita reestruturação do Estado que Passos Coelho diz pretender fazer.

1 comentário:

Metalurgia das letras disse...

Por cá as movimentações geram mais esperanças do que a realidade pode oferecer, 0,20 centavos seriam a gota d' água? "Só me resta viver para crer!"