sexta-feira, junho 15, 2012

MENOS SAÚDE

Um dos bens mais preciosos de qualquer pessoa é a saúde, que até está inscrita na Constituição como um direito, mas as coisas nunca são assim tão simples como pode parecer. 

Com o pretexto da crise, que serve para explicar quase todas as acções governamentais nos nossos dias, os cortes atingiram também este sector. Não se combateu a incompetência, nem sequer as más práticas, como seria de esperar, mas apertou-se o cinto sem qualquer critério clínico. 

Não se julgue que o ministério não tem mostrado actividade, porque como se viu recentemente, pois até se pretende ir a casa de crianças para avaliar o risco de acidente, a fim de diminuir o risco para as vulneráveis criancinhas. 

Mesmo com medidas louváveis, mesmo que discutíveis, o ministério tem muito mais com que se preocupar, começando por analisar as dificuldades no acesso à saúde por parte de muitos utentes, ou pela extrema demora na obtenção de consultas de várias especialidades, e a dificuldade em fazer determinados exames. 

Claro que todos ouvimos um senhor do governo dizer que os casos divulgados de dificuldade no acesso à saúde, são caricatos. Talvez seja uma boa oportunidade para convidar o senhor a disponibilizar-se a ir sem comitiva e sem aviso prévio aos hospitais do serviço nacional de saúde, e tirar uma senha e esperar junto dos restantes utentes, de ouvidos atentos às conversas em seu redor. 

A culpa será só da troika, ou será que há muita insensibilidade e muita ignorância da realidade por parte dos altos responsáveis da saúde em Portugal?

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Humor a Conta-Gotas

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Foto Florida

4 comentários:

Anónimo disse...

Menos saúde e pior saúde. Políticos vendidods ao interesse de dois grupos económicos, não é senhor Macedo?
Lol

AnarKa

Graça Pereira disse...

Só falta pagar imposto por morrer e...com a falta de saúde, os "inteligentes" ainda vão pensar nisso!! Agora, é que apetece dizer:"Haja saúde"!!
Bom fds.
Graça

elvira carvalho disse...

Eu fui reformada aos 60 anos por invalidez. Não que esteja paralisada, mas tenho várias doenças crónicas e muitas limitações. Fiquei com o selo verde, já que tenho uma reforma de 274€. Com o selo verde estava isenta de todas as taxas moderadoras, e a comparticipação do governo em medicamentos era maior.
Porque o marido tem reforma de 1250, este ano com o juntar das reformas, fiquei sem isenção, e portanto com o selo normal.
Os 2000 euros anuais da nossa comparticipação nos medicamentos vão ser substancialmente aumentados.
Um abraço e bom fim de semana

Metalurgia das letras disse...

Tanto por ai como por cá a saúde foi abandonada em um leito de descaso público. Morrer dignamente com direito a uma assistência médica de qualidade está ficando cada dia mais difícil. E os "bons planos" já não são tão bons assim...