quinta-feira, abril 19, 2012

ÁLVARO - O INADAPTADO

O senhor ministro da Economia e do Emprego ficou em tempos muito abespinhado quando lhe disseram que o facto de vir do estrangeiro, onde passou vários anos, lhe diminuía a capacidade de analisar a realidade portuguesa.

Na realidade Álvaro Santos Pereira demonstra a cada dia que passa um maior distanciamento da realidade do país, fazendo gala em apresentar estudos baseados na realidade de outros países.

Ao falar de produtividade e de emprego o senhor ministro pode brandir os números todos que quiser, mas dum ministro do Emprego exige-se seriedade intelectual necessária para ter sempre em linha de conta o nível salarial praticado em Portugal, que é uma parte da equação sempre omitida nas comparações dos estudos apresentados.

Não tenho nada contra quem ganha ou ganhou a sua vida além-fronteiras, mas fico sempre de pé atrás quando são estabelecidos paralelos entre realidades diferentes omitindo alguns parâmetros essenciais, como tem sido corrente quando se atacam os direitos do trabalho, o que tem sido recorrente com este governo.

Já é tempo deste ministro se adaptar à realidade dos nossos salários.

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Humor - O Inadaptado
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5 comentários:

Ângela de Fátima disse...

Oi Guardião!!!
Reflexivo seu texto, torço para que Portugal viva dias melhores.
Beijinhos
Ângela Guedes

Anónimo disse...

O ministro do desemprego é um palhaço que apenas tem como missão o ataque aos direitos do trabalho, marimbando-se para as dificuldades de quem trabalha e de quem está desempregado.
Bjos da Sílvia

Metalurgia das letras disse...

A casos em que a adaptação de um politico nunca acontece porque ele não quer melhorar as condições de trabalho do povo e fixa-se apenas em dados estatísticos para tomar suas decisões. São políticos que entendem muitas realidades menos a deles próprios.

Anónimo disse...

Esse é igual aos outros, é um vendido e um aldrabão que nunca devia ter retornado a este cantinho.
Lol

AnarKa

Anabela Jardim disse...

O termo " moçambique de Dores do Indaiá" indica que as raízes dos fundadores do grupo estavam ligadas ao país africano de onde provavelmente vieram para serem escravizados. Obrigados pelos portugueses a assumirem o catolicismo, fizeram uma mistura de crendices e rituais religiosos afro-portugueses, chamados aqui de moçambiques, congos, angolas e outros...