domingo, outubro 09, 2011

RAZÕES DO FALHANÇO (CONT.)

Quando falo do excesso da carga fiscal sobre os particulares e sobre as empresas, falo da média e não do esforço exigido em particular aos diferentes extractos da sociedade, porque quando fazemos essa diferenciação os dados variam muito.

Quando entramos neste tipo de análise é comum rotularem-nos de esquerdistas radicais, porque costuma ser esse o método mais eficaz para nos tentarem desacreditar, mas os factos estão aí e não foram conseguidos por nenhum bando de radicais, mas sim por uma instituição ligada à auditoria e consultoria fiscal.

Segundo a Deloitte Portugal é brando a tributar os rendimentos mais elevados. Pois é, os que têm rendimentos mais elevados em Portugal são menos tributados do que os seus pares dos países europeus, bem ao contrário dos que auferem rendimentos mais baixos que descontam muito mais do que a maioria dos restantes europeus.

A discrepância mantém-se no que respeita às empresas, consoante a sua dimensão.

Para chegarmos à constatação de que a carga fiscal é uma das desvantagens do país, temos que referir que há quem pague demasiado para o nível de rendimentos que tem, e são exactamente os que menos têm, e os que pagam muito pouco relativamente ao muito que ganham.

Porque não nos esquecemos da tal “ética social” com que nos presentearam, mesmo correndo o risco de sermos chamados esquerdistas radicais, dizemos que a carga fiscal em Portugal é extremamente injusta e que os governantes são os responsáveis por essa injustiça.

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Foto Florida


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Humor e Crise

5 comentários:

elvira carvalho disse...

Pois é amigo. Não se pode carregar muito nos ricos, porque senão entra-se nos bolsos deles.ou de familiares deles e isso eles não querem.
Um abraço e bom Domingo

Isamar disse...

Pois é, caro Guardião, quando falo da penúria em que muitos Portugueses se encontram, refiro-me aos que menos ganham. Aos ordenados mínimos e semelhantes. Esses estão a enfrentar uma situação de penúria nunca vista desde a década de sessenta. Sustentar as despesas da casa, alimentação e ainda com filhos a estudar, enfrentam situações verdadeiramente dramáticas. Os ordenados não aumentam e tudo quanto necessitam está a aumentar diariamente. Então os nossos governantes não vêem isto? Não sentem que há muita, muita gente a viver sem dignidade? E os reformados com baixas pensões não são gente que muito nos deu?

Bem-hajas!

Escreve sempre, amigo!

Bem-hajas!

Anónimo disse...

A classe política há muito que se ajoelha perante o poder económico.
Bjos da Sílvia

Pata Negra disse...

Eu não me importo que me chamem esquerdista radical, importo-me que eles sejam uma contradição: liberais-radicais.
Um abraço com razões

maceta disse...

talvez, um dia, esta terra seja mais justa, mas até lá com a massa política que temos e de tão má qualidade vai continuar a fazer estragos e a danificar a vida...