quarta-feira, setembro 14, 2011

À CAÇA DO MÉRITO

Esta semana tive a oportunidade de falar com um chefe de serviços que me sucedeu na minha actividade anterior, e de o confrontar com as diferenças que se podem constatar na actividade desenvolvida pelo departamento.

Perante o estado de degradação dos serviços, do edifício e das condições de trabalho são tão gritantes que nem o actual responsável pretendeu negar. As razões apresentadas foram as que eu esperava, e resumiram-se à habitual falta de verbas.

Os serviços têm hoje mais 5 técnicos do que no meu tempo e a chefia é partilhada por 3 pessoas, o que originou um aumento da despesa em salários, com a agravante de grande parte dos projectos ser agora adjudicada a empresas externas, o que na altura era absolutamente impensável, apesar de ser óbvio que havia uma maior actividade do que nestes dias.

Fiquei ainda a saber que as chefias deste serviço, as oito, foram brindados com uma classificação máxima. Foi-me confessado que o segredo para tão boa avaliação de serviço, reside no facto de não se fazerem grandes exigências de meios, e de se contentarem com o dinheiro para os salários e para as despesas de funcionamento, que já começam a não estar garantidas até ao final do ano.

A valorização do mérito, que tantos defenderam, passam muitas vezes por isto que aqui vos deixo, que me deixa triste por não passar de cobardia e de falta de sentido de ética e de profissionalismo.

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Foto - Rosa

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Humor - Escolhas

3 comentários:

  1. Partilho essa sensação de frustração.

    Saudações tristes.

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  2. Sabias que ser lambe botas é compensador, afinal conhecias os teus cinco substitutos...
    Bjos da Sílvia

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  3. nada como ser lambedor, dizer que sim quando é não... mas, estes tambem pagam, é uma questão de tempo...

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