quarta-feira, julho 27, 2011

O PALÁCIO DA VENTURA

Sonho que sou um cavaleiro andante.

Por desertos, por sóis, por noite escura,

Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!


Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!


Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!


Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão -- e nada mais!

Antero de Quental
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Foto - Passeio

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Humor - A culpa

2 comentários:

Anabela Jardim disse...

Que belo portal! Me deu vontade de passar por ele ...

Anónimo disse...

Um retorno a Antero, aqui pela poesia. Gostei da CULPA que retrata bem a realidade nacional.
Bjos da Sílvia