domingo, março 13, 2011

CANAVILHADA

Na minha terra quando alguém dizia um disparate dizia-se que tinha cometido uma argolada, por isso resolvi hoje dar este título ao meu post, onde me detenho a escrever sobre uma argolada da ministra Gabriela Canavilhas.

Segundo o DN de hoje, a senhora ministra terá dito  “na área da Cultura, não me aflige nada que os jovens criadores saiam do país”, criticando uma “visão paroquial” de quem lamenta a saída de uma juventude em que se investiu muito dinheiro de todos nós.

O país de que fala Gabriela Canavilhas, que até pertence ao governo em funções, está com imensas dificuldades económicas e já exigiu, e continua a exigir sacrifícios pesadíssimos aos cidadãos, onerando mais o ensino, a saúde e a Cultura, factos que parecem não colher junto da senhora ministra.

A cereja no topo do bolo, desta pequenina notícia, é outra afirmação de Gabriela Canavilhas, que terá rematado “vão e demorem muitos anos”.

Um membro do governo que não lamenta o pesado investimento feito na educação dos jovens que vão trabalhar para o estrangeiro, por falta de oportunidades cá dentro, e que não está preocupada com o envelhecimento galopante da população activa, duvido que tenha capacidade para estar num cargo tão importante, naturalmente pago por todos nós.

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Foto - Lily

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Humor à Rasca

8 comentários:

opolidor disse...

fiquei estupefacto com este biblot que enfeita a cultura portuguesa...
abraço

José Pedro disse...

Ó Lopes, deturpar não vale, eu também li a noticia e não é isso que lá diz, não foi isso que a ministra disse. A não ser que você tenha dificuldades de compreensão... ou outros objectivos!
Eu por mim concordo em absoluto com o que foi dito - os jovens criadores portugueses devem livrar-se de uma visão paroquial da arte e irem beber lá fora as novas correntes, buscar mundividência e mundivivência. Sem isso, sem um profundo contacto internacional, só podem aspirar a serem o "presidente da junta", o maior da sua freguesia. Nenhum jovem interessado pelas artes que tenha aspirações pode deixar de concordar com ela! Não se deve ser ligeiro ou politiqueiro nestas apreciações, o conselho é bom e deveria ser respeitado e seguido.

O Guardião disse...

Caro José Pedro
Tenho à minha frente a última página do DN de hoje, e não vejo lá nada diferente do que citei aqui. Também lhe posso dizer que nada tenho contra que se saia para o estrangeiro para aprender e enriquecer o espírito, só que não é essa a razão porque a juventude actual, e na qual investimos todos muita da riqueza nacional, sai do país. Hoje sai-se pelos mesmos motivos que se saia na década de 60, por falta de emprego, falta de futuro e até por miséria. Só falta ser também por causa da guerra.
É nesta perspectiva que eu critiquei a ministra.
A realidade é esta, mas é difícil de aceitar por muitos, infelizmente.
Quanto aos adjectivos, não os comento.
José Lopes

Anónimo disse...

Podias falar de mais uma fundação na cultura da Gaby, agora para o Côa. Criadores diz o Zé Pedro? Criatividade da malta do PS, para esconder défice e para colocar mais uns boys.
Bjos da Sílvia

Cata- Vento disse...

" vão e demorem muitos anos..." quer dizer partam e voltem velhinhos, reformados, a fim de gozar do bom clima e das praias deste país.
Claro que é bom fazer um percurso de alguns anos no estrangeiro, como muitos têm feito, mas sair por falta de perspectivas no país pátrio, é péssimo e só por si atesta o estado da economia do mesmo. A todos os níveis!

Bem-hajas, Lopes!

Um abraço fraterno

Anónimo disse...

Formidável! Uma voz discordante que deve estar a querer viajar à conta da malta com a benção da Gaby Maravilhas. Um paroquiano que acha que só o que se faz lá fora é que é bom, e que nos reduz a meros provincianos, saloios e muito tapados. Porque é que ainda está cá, se as fronteiras estão abertas?
Lol

AnarKa

Pata Negra disse...

Canavilhas?! Pelo nome deve ser muito culta! Se a emigração dá cultura, então que emigre ela! Por certo a nossa cultura só teria a ganhar!
Um abraço cultivado

Daniel Santos disse...

Portugal teve a "sorte" de conseguir um governo inteiro que não tem vocação para tal.