quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A RECUPERAÇÃO INCERTA

Perante a crise económica e a dificuldade em se financiar a economia nacional, têm vindo a ser implementadas medidas que estão em linha com as utilizadas na Grécia e na Irlanda, onde o FMI já fez a sua entrada.

As hesitações da União Europeia em todo este processo, e a receita utilizada pelo FMI, fazem com que tudo se concentre numa tentativa única e rápida em diminuir a dívida dos países, no mais curto espaço de tempo, cortando nos rendimentos do trabalho e aumentando a carga fiscal.

Todos sabemos que esta receita leva à asfixia do consumo e do mercado interno, à destruição do serviço produtivo que se concentra maioritariamente no consumo interno, ao aumento do desemprego e à destruição da protecção social.

Agora já se ouve Dominique Strauss-Kahn, director do FMI, a dizer que se deve querer uma “recuperação certa”, e que “sem empregos e sem segurança de rendimento, não pode haver retoma da procura interna nem recuperação sustentável”.

Não sei se as palavras de Strauss-Kahn são para levar a sério, nem se isso se vai traduzir em algum alívio na pressão que estamos a sofrer. Certo é que se as restrições se prolongarem como foi anunciado, as tensões sociais vão aumentar.

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Foto Manipulada

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Humor Desempregado

4 comentários:

Anónimo disse...

O que é certo é que os pobres pagam uma crise que não provocaram e os ricos amealham ainda mais.
Bjos da Sílvia

São disse...

Esperemos que aprendam com a actual situação egípcia, isto é, que as ditaduras políticas, económicas e sociais , quando se prolongam até ao insuportável são derrubadas na rua. Até porque para pesoas desesperadas já nada há que possam perder mais.

Bom dia.

opolidor disse...

e não são mesmo os mais fracos, que são muitos, os culpados desta desgraça desavergonhada... o mundo vai levar uma volta grande um dia.

Pata Negra disse...

Eles estão-se cagando para nós e, além disso, não sabem nada do que andam a fazer! Ao menos que fossemos cobaias, mas não, somos apenas burros de carga e açoitados! Ah! E somos também teimosos e, burro teimoso, não dá coices!
Um abraço mais porco do que burro