domingo, janeiro 23, 2011

MODERNAÇOS SALOIOS

Quando há uns meses comentei em público que o famoso Cartão do Cidadão era uma farsa e que a maioria das funções que tinham sido anunciadas eram pura ficção, fui apelidado de retrógrado e inimigo da inovação e das novas tecnologias. As pessoas que me rodeavam eram licenciadas pelo que o reparo me custou mais a aceitar.

Nunca fui avesso às tecnologias, que aliás utilizo constantemente no meu dia-a-dia. Profissionalmente e mesmo em tempos de lazer. O único dispositivo a que sou algo avesso é o telemóvel, mas apenas pelo abuso que algumas pessoas fazem dele, incomodando-me com demasiada frequência sem razão plausível.

Voltando ao dito cartão, o do cidadão, veja-se a trapalhada que deu nestas eleições, chegando mesmo a forçar algumas pessoas a não votar, e obrigando outras a desesperar agarradas aos telefones e à internet para conseguirem alcançar os dados necessários para poderem cumprir o seu direito cívico, de votar.
O cartão até pode ser tecnologicamente avançado, e ter capacidades que facilitariam a vida aos cidadãos, em assuntos fiscais, na assistência médica e até no simples acto de votar, mas há um pormenor em que muitos não pensaram devidamente, e isso é altamente complexo: os dispositivos de leitura.

É tudo muito moderno, muito tecnológico, mas funciona pior que a alternativa simples usada anteriormente, logo, É UM BARRETE MODERNAÇO, MAS SALOIO!  

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Foto - Escadaria

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Humor - Tecnologia

3 comentários:

Cata- Vento disse...

E tudo isto se deve ao simplex. Tudo mais rápido, mais moderno mas na prática faltou-lhe eficácia. Imprevistos de quem não tem uma visão global da aplicação dos modernismos. Mais uma argolada!

Bem-hajas!

Abraço

tulipa disse...

Tal como tu, acredito em muitas coisas, e sei que não mudarei o mundo, pelo menos sozinha, mas continuarei empenhada...

E...será que foi por isso, que aconteceu uma reeleição?
Porque muitos não puderam votar em quem queriam?
Acho que as eleições deviam ser repetidas!!!Foi injusto!

Imprevistos...?
Ou...previstos, só que, interessava parecer imprevisto?

Mais uma SRA. argolada!
Até deu jeito...

Anónimo disse...

Os dispositivos de leitura são um busílis, porque importa definir quem os pode utilizar, quais os dados a que pode aceder e se não há utilização abusiva dos aparelhos. As diferentes valências não podem estar acessíveis a todos. COMPLICADEX.
Bjos da Sílvia