domingo, novembro 21, 2010

A CRISE E A MISÉRIA

Portugal tem uma grande quantidade de pobres, e com as restrições económicas que têm sido implementadas a situação está a agravar-se num ritmo muito acelerado.

Hoje já não se fala apenas de pobres por inadaptação ou por problemas de saúde, mas de novos tipos de pobreza. Os desempregados são em grande parte pobres, até porque uma grande parte deles já perdeu ou está prestes a perder o direito ao fundo de desemprego.

O desemprego aumenta a cada dia que passa, e com os encargos normais de cada família portuguesa, com a habitação, carro, saúde, educação, alimentação e vestuário, é inevitável que cada desempregado seja um pobre em potencial.

Nos tempos que correm e com os míseros salários que são praticados, temos empregados pobres e necessitados de ajudas sociais. A resposta do Estado é quase nula e até os abonos de família de quem recebe pouco mais do que 600 euros foram cortados.

Juntemos a tudo isto os pensionistas e reformados que viram as suas reformas congeladas, para além de terem voltado a pagar impostos como quando estavam no activo.

É a crise que justifica tudo isto, ou pelo contrário isto dos cortes resulta das más decisões dos políticos durante as duas últimas décadas, que não souberam construir um Portugal melhor e mais justo?

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Humor Instrumental
O Pífaro

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Música

6 comentários:

Valquíria Oliveira Calado disse...

...deixarei um abraço e desejo que tua semana seja de paz e luz.

opolidor disse...

confesso que este Socas tem sido "daninho" para os mais desfavorecidos e não é só por causa da crise, mas sim por causa das escolhas...

abraço

Anónimo disse...

Os políticos nacionais deviam deixar de ser carreiristas e deviam reconhecer os seus erros. Se são incapazes de reconhecer o erro são incapazes para se sentarem nas cadeiras do poder.
Bjos da Sílvia

Meg disse...

Há quanto tempo não temos políticos?
Quando haverá?
Só interrogações, meu caro!

Um abraço

Graça Pereira disse...

Sinto-me revoltada com a desfaçatez dos nossos políticos...O Ministro das Finanças afirma com aquela cara de pau que "o que nos tiraram" não é passageiro, por causa da crise...não senhor, é para sempre! Das duas uma: ou ele pensa que a crise vai durar uma eternidade ou está a pensar em tapar mais algum buraco!!!
Buracos no estômago de muitos portugueses, esses infelizmente, já são uma realidade!
Bj
Graça

Pata Negra disse...

Enquanto formos governados por ricos, por partidos financiados pelo dinheiro dos ricos, não conseguiremos uma sociedade mais igualitária! O resultado das políticas do PS/D está aí: um aumento progressivo e exponencial das desigualdades sociais!
Um abraço e que a crise permanente não sirva para justificar a miséria de sempre