quinta-feira, outubro 07, 2010

AUSTERIDADE PARA QUÊ?

A última dezena de anos tem sido marcada em Portugal  por políticas de austeridade, mormente no que toca aos salários em geral e em particular com os salários da função pública.
Pode-se constatar que a estes apertos de cinto não corresponde uma descida das despesas do Estado, e também que o crescimento da nossa economia não foi nunca superior ao dos nossos parceiros europeus.

Os pacotes de austeridade que se sucedem não convencem os investidores no mercado internacional, que não baixam os juros da dívida pública, e as previsões naturais de recessão já para o próximo ano, fazem com que todos pensemos se todos os sacrifícios pedidos pelos governos fazem algum sentido.

À pergunta sobre o que falhou nas estratégias do governo corresponde sempre um enorme silêncio, e o chuto para canto atira sempre as responsabilidades para a conjuntura económica mundial. Pois claro, mas a Alemanha por exemplo vai crescer mais do que o esperado e já se fala em substanciais aumentos salariais.

Os senhores políticos que falharam rotundamente na condução dos destinos do país, não admitem a sua incapacidade e os seus erros, e acima de tudo, não se demitem e não se afastam dos seus cargos, a que estão mais agarrados do que lapas.  

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Foto de Sintra
By Palaciano

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Humor na Teia
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Música e Memórias

4 comentários:

São disse...

Gostei muito dos três vídeos.

Acho muito bem que sejam os funcionérios públicos a srem os mais castigados , por causa dos privilègios que sempre tiveram e que arruinaram o país.

Aliás, até são os únicos que não pagam impostos nenhuns, nunca.

Bom dia.

O Guardião disse...

Os malandros que declaram sempre salários mais baixos do que os reais fazendo com que os outros sejam sobrecarregados. Pois é São!...
Cumps

Kássia Kiss disse...

Sim: "Austeridade para quê?"

Se ainda valesse de alguma coisa, se ajudasse de facto o país...

Pata Negra disse...

Erram insistentemente e teimam em repetir o erro! Porque não beber hoje o leite se amanhã ele vai estar azedo?!
Um abraço austero mas não parvo