terça-feira, junho 15, 2010

EMBARRETANDO INCAUTOS

Depois da alteração ao Código do Trabalho da autoria do PS, que precarizou ainda mais o emprego, temos agora uma proposta do PSD que pretende mais “flexibilização laboral “, que é mais um eufemismo que quer dizer mais facilidade nos despedimentos e contratos precários até quando os patrões pretenderem.

Eu sempre disse que não há diferenças de fundo entre o PS de Sócrates e o PSD de Passos Coelho, mas escusavam de se atropelar na tentativa de agradar ao patronato para demonstrarem a sua dedicação.

O mais espantoso e pouco inteligente no discurso de Passos Coelho foi a afirmação de que a flexibilização laboral vai ajudar os desempregados a encontrarem oportunidades de trabalho. Um político que se diz gestor devia saber que está a propor empregos por troca de desemprego, e que está na realidade a proporcionar aos patrões a oportunidade óbvia para oferecer vencimentos cada vez mais baixos, aproveitando-se da situação de haver muito desemprego.

Com papas e bolos se enganam os tolos, deve pensar Passos Coelho, mas engana-se. Esta receita já foi aplicada por Sócrates e o resultado é o que está à vista: mais desemprego e cada vez mais retrocesso dos salários.

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7 comentários:

São disse...

Nada já me surpreende, neste descalabro em que Portugal se abisma.

Aliás, já reparou que deixaram de existir trabalhadores e só se fala em colaboradores?

Tudo de bom.

Anónimo disse...

Um gestor de pacotilha que para agradar ao mestre anda a tentar enfiar pelos olhos dentro dos cidadãos uma forma de escravatura do século XXI disfarçada de boas intenções para ajudar os desempregados.
Quem se deixa enganar merece mesmo ser escravo de trafulhas destes.
Bjos da Sílvia

Marreta disse...

De precariedade em precariedade lá chegaremos aos tempos anteriores à Revolução Industrial. O que mais me surpreende (ou talvez não) é a passividade com que o Povo assiste a este autêntico ultraje.

Saudações do Marreta.

Anónimo disse...

Depois de Passos Coelho lançar a "lebre" lá vieram os "Patrões querem «medidas transitórias» para aumentar competitividade". A "coincidência" é notável e diz bem quem encomendou a proposta.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1594642
Lol

AnarKa

Pata Negra disse...

Estes tipos querem-nos fazer acreditar que apagam a crise a mijar para cima dela! Depois abusam da nossa inteligência: se querem emprego deixem-se despedir!
Um abraço pelo pescoço

opolidor disse...

Não se trata só de fracos recursos, não! O problema reside na mentalidade tacanha que o 25 de Abril não limpou de muita cabeça retrógrada...são burros ao ponto de não perceberem que quanto pior for a "paga" menos vendem. São realmente burros!

Daniel Santos disse...

este texto está hoje no Publico em papel.