terça-feira, abril 13, 2010

SÓ QUERIA ENTENDER...

O governo tem brindado os cidadãos nacionais com o discurso da crise, com os constantes pedidos de sacrifícios, com os cortes nas pensões, o aumento da idade da reforma, o congelamento dos salários e o aumento da carga fiscal, como se os culpados desta situação sejam os cidadãos, e não os responsáveis governamentais e os especuladores e trafulhas que andam por aí impunemente como se nada se tivesse passado.

Aos governantes incompetentes, acrescente-se as autoridades dos mercados, completamente inoperantes e os muitos boys que pululam por tudo o que é direcção de serviços públicos e empresas do Estado ou por ele comparticipadas. Afinal muitos daqueles que nos ofendem dizendo que são da classe média nacional, mas que abicham balúrdios que aos poucos vão sendo conhecidos.

Difícil de entender, e eles nem sequer falam do assunto, é o facto de Portugal ter dinheiro para emprestar à Grécia e, pasme-se, a Angola. Eu só gostava que um dos iluminados deste país me explicasse como é que emprestamos dinheiro a Angola e agora tenhamos a Sonangol a tomar uma posição de 20% na GALP. Nem falo da Grécia porque temos muito a perder com a penalização daquela economia por existir dívida pública grega em mãos nacionais.

A economia deve ser mesmo muito complicada para o cidadão normal entender, mas confesso que nenhum dos nossos gurus vem a terreiro dar umas explicações para que nós entendamos estas jogadas esquisitas.



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4 comentários:

São disse...

Pois , já somos dois a querer entender!

Que estado vergonhoso a que chegámos!

Tudo de bom.

Meg disse...

Guardião,

Não achas que estás a pedir demais?
Eu já desisti.
Já agora, será não será melhor chamar urubus aos gurus?

Um abraço

JenRocks disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Pata Negra disse...

Perderam a vergonha? Não, nunca a tiveram! O país está a saque, é o salve-se quem puder! Enquanto uns se engasgam com o leite, outros dão-lhes palmadinhas nas costas enquanto esperam a sua vez. O povinho abstem-se dos seus direitos, conforta a consciência no "são todos iguais", no "não há alternativa", no "se fosses tu fazias o mesmo" e entrega-se ao destino como se fosse obrigado a ser governado por um bando de ladrões. Pois eu digo, se temos de ser governados por um bando de ladrões, então mais vale não ter governo!
Um abraço anarquista