sexta-feira, janeiro 29, 2010

O ATAQUE AOS SALÁRIOS

O congelamento dos salários da função pública, além de ser uma forma de combater o défice à custa dos salários dos funcionários, é a negação completa da negociação salarial, que será uma mera fantochada porque o governo já disse que não haverá qualquer aumento.

Enquanto se penaliza o trabalho, porque não tenham ilusões, os privados vão aproveitar com unhas e dentes o (mau) exemplo do Estado para também evitarem os aumentos salariais, temos sectores que apresentam aumentos de lucros na ordem dos dois dígitos, que aproveitaram os avales do Estado, emprestaram menos dinheiro à economia e aumentaram os spreads quanto puderam, tornando os lucros mais do que generosos.

José Sócrates e os partidos à direita do PS afirmam estar preocupados com as instituições bancárias, como se os lucros não fossem conhecidos, e ataca quem trabalha por conta de outrem, numa ocasião em que o desemprego condiciona fortemente os protestos.




4 comentários:

Kruzes Kanhoto disse...

Esta receita já foi experimentada noutras ocasiões e não resultou. Tal não não resultará agora. Apenas vai servir para ficarmos (quase) todos mais pobres.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Guardião

Há empregados que recorrem ao Banco Alimentar por não possuírem já capacidade de autosuficiência com o magro salário que recebem. Enquanto isso há quem aufira simultaneamente vários salários principescos. E na área do partido da governação exemplos escabrosos não nos vão faltando.
A moral e os sacrifícios exigem-se apenas aos que pouco ou nada possuem.

Abraço

Pata Negra disse...

O ministro das finanças baixar o seu vencimento não me diz nada! Abdique dele! Tenho a certeza de viverá muito melhor do que eu sem ele! Isto é tudo muito engraçado: numa semana não há aumentos reais, na semana seguinte há congelamento. Mas estes tipos estão a brincar com quem?! Se mudam assim de ideias de uma semna para a outra é porque já não percebem nada das contas! O défice triplicou por terem triplicado as despesas com os funcionários públicos? Se é aí que reside o problema e se acham que os funcionários públicos não fazem nada, acabem com o estado!
Tens razão Guardião, a razão principal é justificar a escravidão de todos os trabalhadores, quer do sector público, quer do sector privado! Pena que, quer dum lado, quer do outro, não se apercebam que alguém os divide em nome do trono.
Um abraço dividido sem reinar

adrianeites disse...

sou a favor do conegelamento da dos salarios da FP acima dos 1500E.
boa semana!