quarta-feira, janeiro 27, 2010

AS CONCESSIONÁRIAS

A generalidade dos cidadãos foi sendo convencida ao longo dos anos de que as auto-estradas deviam ser pagas por quem as utiliza e que isso se deve fazer através das portagens. Isto é mais do que discutível pois não há nada que seja mais tributado do que o automóvel, desde a compra do veículo, até à circulação, ao combustível, no estacionamento e também, é claro, nas portagens.

Na prática todas as estradas com algumas faixas de rodagem e separador central acabam por ser portajadas. Dizem que a qualidade e o investimento privado obrigam a que o pagamento seja inevitável.

Tenho muitas dúvidas sobre se o investimento foi realmente privado na maioria dos casos, mas do que não tenho dúvidas é de que há muito imposto que incide directa e indirectamente sobre o automóvel, que tem destinos que não têm nada que ver com estradas e segurança nas mesmas.

Para terminar, e porque as empresas envolvidas na construção e na exploração das auto-estradas têm lucros chorudos, quando é que sofrerão sanções por cobrarem portagem quando as vias não estão operacionais ou em arranjo, prejudicando objectivamente os utentes com demoras enormes e mesmo desvios que acabam por aumentar grandemente o percurso previsto.

A auto-estrada 16, com pouco mais de três meses já está em obras, a CREL tem um troço cortado e as alternativas são uma anedota, a A 1 está sempre em obras e pejada de camiões, com as entradas em Lisboa entupidas, exactamente nas portagens. A Ponte 25 de Abril é outro empecilho, mas ainda a pagamos, apesar de se saber que ela precisa de obras profundas que ainda não foram feitas.

Alternativas ao automóvel dizem os governantes, mas só porque não andam de transportes públicos, nem têm horários de trabalho iguais aos nossos.



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Foto Colorida
bogulnik

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Humor Internacional
Mehmet Karaman

Oktay Bingol

4 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

A questão da famosa A16 é escabrosa, mas mais que culpar o empreiteiro (o prazo de garantia ainda decorre e certamente que foi prestada caução que pode ser accionada), interrogo-me por onde anda a fiscalização das Estradas de Portugal?
Digo isto porque conheço situações que são de bradar aos céus e parece que ninguém sabe, ninguém liga nenhuma!
Quanto às famosas scuts, tenho por princípio que o que não uso, não tenho de pagar; ou seja, se há portagens, coloquem-se!

Anónimo disse...

A CREL não tem alternativa decente no percurso encerrado.
O assunto das autoestradas e SCUTS é exemplar, basta ler os relatórios do Tribunal de Contas.
Lol

AnarKa

Pata Negra disse...

em última análise, estender o princípio do utilizador-pagador a todos os serviços significaria dispensar o Estado. Transportes públicos? Aonde?!

Um abraço carro-dependente

Anónimo disse...

Vem aí mais um imposto sobre os popós para que os senhores ministros tenham uns bólides novos para escavacar em altas velocidades sem danos pessoais.
Bjos da Sílvia