sábado, dezembro 26, 2009

ANTIGUIDADES E POLÍTICOS

Todos conhecemos peças arqueológicas de uma região expostas em museus de países distantes. Num mundo em que se apregoa a globalização como uma inevitabilidade, e por vezes como uma bênção, esta constatação até pode parecer estranha.

O Egipto exige a devolução do busto de Nefertiti, e os responsáveis alemães pelo museu de Berlim onde o busto está exposto reclamam, afirmando que a compra do artefacto foi perfeitamente legal.

A Pedra de Roseta, pedaços escultóricos de templos gregos, e outros verdadeiros tesouros arqueológicos estão longe do local onde foram feitos e para onde estavam destinados, apenas por razões políticas ou económicas e não por desejo dos povos a que estão ligadas historicamente.

Guerras, ocupação, colonialismo são algumas das (más) razões que estiveram na origem deste problema, mas o que é estranho e dificilmente aceite como razão para a não devolução de uma peça, (o busto de Nefertiti), é alegar que é demasiado frágil para ser transportado.

A Cultura não ganha nada em ser desacreditada por interesses obscuros e por desculpas ridículas como aquelas que li quanto a este caso.





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Foto Fresquinha
crystalline by PatrickRuegheimer

5 comentários:

Isamar disse...

O seu a seu dono no que concerne a todas as obras de arte reclamadas pelo país de origem. Desculpas incompreensíveis que nos podem levar a motivos obscuros.

Bem-hajas!

Um abraço fraterno

Anónimo disse...

A beleza e a cobiça, para resumir a coisa.
Bjos da Sílvia

Anónimo disse...

Na Cultura há agora uma tal de Canavilhas, bem parecida segundo dizem uns, com ambições económicas dizem outros. Eu comprovei a 1ª afirmação, a segunda fica para uma obras que aí vêem e que dirão alguma coisa sobreo assunto.
A egípcia ficou para sempre no imaginário de beleza, a portuguesa não vai ficar para a história.
Lol

AnarKa

C Valente disse...

Saudações amigas

o escriba disse...

Bom ano de 2010, com saúde!

Um abraço
Esperança