quarta-feira, outubro 07, 2009

AMÁLIA

Temos um Museu do Traje, onde se guarda e expõe alguns dos vestidos usados pela diva do fado, e também temos o Panteão Nacional onde repousa para todo o sempre a nossa grande fadista, e os dois equipamentos culturais são da responsabilidade do Ministério da Cultura.

Não pretendo dar nenhuma novidade aos meus leitores, mas sim deixar aqui uma estranheza que me assola, já que as duas exposições sobre Amália Rodrigues, dez anos passados sobre a sua morte, acontecem no Museu da Electricidade e no Museu Berardo.

Talvez não tenha ainda sido muito claro, mas é curioso que a conservação e o depósito seja da responsabilidade do Ministério da Cultura e as exposições (duas) acontecem em instituições que não são da responsabilidade do MC, mesmo que isso não queira dizer que não têm contributos dos cofres do Estado (nós).

Fico agradado com estas exposições, como qualquer português, mas esta margem do Tejo desperta uns certos interesses que se vão tornando tão evidentes que começa a ser difícil ignorar tantas curiosidades e coincidências.





8 comentários:

Anónimo disse...

Fundações à pala do dinheiro dos contribuintes e sociedades anónimas com gestão privada e capitais públicos servem as clientelas parasitárias da política lusa.
Lol

AnarKa

Ferreira-Pinto disse...

Independentemente das querelas sobre o local, embora a sua análise seja pertinente, valha-nos ao menos que se fizeram as mostras!

MARIA disse...

O fado da cultura...
tinha que ser português ou não seria fado ...

Um beijinho meu amigo.

Anónimo disse...

Nós sabemos que a Cultura está em vias de ser privatizada, e que o primeiro estágio é este.
Bjos da Sílvia

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
zé lérias (?) disse...

... sinto-me tão manipulado que prefiro curar-me recobrando a sanidade, para dar opinião mais balizada sobre coisas destas. Reconheço e estou a identificar os culpados: primeiro a minha passividade e depois a comunicação social(que tenta intoxicar-me com pseudo-verdades) que está em mãos erradas.
Amália mereceria muito mais.

MARIA disse...

Se vivesse ainda, certamente assim diria Amália:

http://jorgesilva.bloguedemusica.com/7556/Eu-queria-cantar-te-um-fado/


A situação da cultura em Portugal, como o mais, não convida nada à música.
Mas pouco há que tanto nos acalente o espírito como a música.
Mais, só os afectos.
Os afectos nunca partem, permanecem sempre em nós.

Assim é a sua amizade para mim.

Obrigado por tudo. Um beijinho e até sempre.
De vez em quando visito a casa...
:-)

São disse...

Eu já nem me surpreendo com estas particularidades da cultura em Portugal...

Saudações