terça-feira, março 31, 2009

A MULHER


Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!

(Florbela Espanca)



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6 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Grande poetisa!

O modelo de míssil norte coreano está mesmo bem pensado.

ana p roque disse...

Lindo poema!Grande poetisa!
Os lírios vão tão bem com este poema!

Humor Espacial :-) :-)

cumps

Anónimo disse...

Bom humor, beleza e poesia com muito equilíbrio.
Bjos da Sílvia

Meg disse...

Caro Guardião,

Florbela Espanca revela muito de si neste belo poema.
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!


Quem melhor do que ela sabia de amores proibidos?
Lindas as tuas imagens... os cartoons são fantásticos.

Um abraço

C Valente disse...

Saudações amigas,até breve

Anónimo disse...

Os russos bem refilam sobre o acesso ao WC mas os americanos dizem que eles não pagam a sua manutenção. Imaginem só o smell dentro daqueles fatos e naquele módulo.
Lol

AnarKa