quarta-feira, fevereiro 11, 2009

CURTINHAS

Afinal eram poucos – Segundo declarações que vieram a lume na imprensa dos últimos dias, eram apenas cerca de uma dezena de pessoas que faziam operações com o Banco Insular de Cabo Verde, o tal “Banco Virtual” onde se revelaram muitas perdas do agora “nacionalizado” BPN. As afirmações são do administrador do BPN Rui Pedras, que contudo não revelou a identidade da tal dezena de pessoas que efectivamente operavam no Banco Insular, alegando o sigilo profissional. Este é um dos mais recentes episódios do caso BPN, cujos prejuízos alguém há-de pagar, mas que o governo não diz claramente quem vai ou está já a pagar.

Memória e Património – A pretexto da crise, que por vezes até dá muito jeito a um governo que não encontra soluções para os problemas inerentes à governação, a venda de edifícios de que o Estado é proprietário, é uma das soluções encontrada para se obterem receitas extraordinárias. Como a maioria dos grandes e antigos edifícios pertencentes ao Estado se encontram bem situados na malha urbana, e em alguns casos são edifícios classificados, o seu valor é grande. Isto não é contudo significado de obtenção de grandes proveitos, não só porque os tempos não são favoráveis aos negócios imobiliários, mas também porque há edifícios que têm uma história e uma importância tal que devem ser preservados como testemunhos da nossa identidade colectiva. O Governo quer avançar com a venda do Património, muitos cidadãos como eu questionam muito claramente, quais são os critérios estabelecidos que salvaguardam precisamente o Património classificado ou que tenha condições para o ser, neste processo de alienação?



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11 comentários:

Carlos Rebola disse...

Não fui eu que disse, foi José Saramago
"privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estado, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo..."

Abraço
Carlos Rebola

Ferreira-Pinto disse...

Mais dia, menos dia ainda vamos descobrir que afinla era tudo virtual e nem o BPN existia!

Anónimo disse...

BPN, BPP, uns milhõezitos empregues para garantir a liquidez do peixe graúdo, o que é que é isso? Calem-se porque ainda há muita gente a satisfazer, e vocês aguentem-se, porque o tempo não é de fazer ondas.
Lol

AnarKa

Pata Negra disse...

Será que eles têm de vender esses edifícios para comprar as lojas dos balcões do BPN? Esperem! Já faltou mais!
Um abraço por um estado com património ( eles estão mais voltados para o matrimónio - gay! os outros podem-se divorciar á vontade!)

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pois é, Guardião, quando tu falas em serem poucos lembro logo o Sermão aos Peixes do Padre António Vieira: «o grande mal é os grandes comerem os pequenos porque são precisos muitos pequenos para um só grande. Se fosse ao contrário um grande dava para muitos pequenos.»
Lindos cartoons.Adorei o do Chavez. Sabes que o admiro? Nunca se concorda com tudo inteiramente mas o homem tem garra e tem feito um meritório combate à pobreza na Venezuela.


Abraço

Anónimo disse...

Poucos os gulosos enormes os prejuízos, altos encargos sobre quem trabalha.
A malandragem anda à solta e a Justiça anda entretida em jogos florais
Bjos da Sílvia

Papoila disse...

Olá Guardião
Afinal foram só umas dezenas mas o capital desbaratado foram milhões...
As fotos lindíssimas e os cartoons muito bons.
Beijos

tulipa disse...

UMA SURPRESA:

QUEM
QUISER
VER
MAIS FOTOS DA MINHA EXPOSIÇÃO
PODERÁ
IR A ESTE BLOG:

http://nunoalexsousa.blogspot.com/

ACONSELHO VIVAMENTE.

O MEU "PADRINHO"
fez-me uma surpresa
e um miminho,
em vir à Moita ver a exposição e fotografá-la.

Bom fim de semana.
Abraços.

LopesCa disse...

Passei só para desejar um Feliz Dia de São Valentim :)

Portaria ILEGAL disse...

A ver o post que coloquei hoje aqui: http://portaria-59.blogspot.com/

cumprimentos

o escriba disse...

Esta telenovela do BPN parece não ter fim, pois os enredos são lamaçais onde os artistas não se atolam. Esta vai ser mais uma factura pesada que iremos pagar, a juntar aos tais 15 milhões que cada um de nós já deve ao estrangeiro!
Este governo quer vender o Património? Para eles até tem lógica! Há muito que eles se andam a vender!

Bom fim de semana
Um abraço
Esperança